17 de novembro de 2010

Esse aí de "Infantil" não tem nada!



Sábado passado eu tive a oportunidade de ler vários livros "infantis".

Esse aí é sobre fazer da vida uma alegre jornada, com muitos sonhos e expectativas.

Isso espanta a morte.

Essa semana eu conversava com meu sogro sobre esse assunto. De como a gente não pode parar sob pena de a vida perder o sentido. A aposentadoria deve ser bem planejada, para que não se fique "ocioso".

Viver, sentir, esperar, sorrir, chorar, comemorar etc...faz parte da vida...deitar, levantar, descansar, reclamar, relaxar etc...faz parte da morte!

Esse livro eu não li, ainda!



Esse livro eu NÃO li! Minha grande amiga/mentora/incentivadora, Susana Leal, está passando uma temporada na Inglaterra, por ocasião de um mestrado em sustentabilidade...ela me enviou esse livro (que será da biblioteca do LIDERA), mas infelizmente não deu pra eu ler.

É que, de fato, eu ainda não estou preparado para ele. O livro não é simples de ser lido. Ainda por cima, o livro está em inglês. Aí ficou um peso muito grande e a leitura passou a não ser prazerosa, razão pela qual abandonei após o primeiro capítulo.

Mas eu sei que o dia chegará em que esse livro estará traduzido, ou então, eu conseguirei um grupo de estudo (assim como fizemos com "Artistas do Invisível) pra conseguir aproveitar esse conteúdo.

Esse post não é somente pra dizer o que não li, mas servirá pra deixar um gostinho do que me espera quando eu estiver melhor preparado para ler. Vejam as primeiras linhas do prefácio (tradução livre):

"Esse livro é sobre uma jornada...é se perder e depois se achar. É sobre a vida...sobre se auto responsabilizar, sobre inspiração, liderança. No final das contas, é sobre cura!"

Um dia desses eu tava pensando sobre isso. A primeira tarefa de um líder: se responsabilizar pelo seu auto-conhecimento e audo-desenvolvimento. Isso passa por se perder...passa por se auto-responsabilizar...passa por inspiração...passa por cura!

Não sei porque as pessoas têm tanto preconceito com esse termo "cura". Parece que ninguém quer ser considerado "doente", especialmente se não há algo manifestamente físico e visível...

Eu sei das minhas muitas mazelas...mas sei também que não tenho consciência ainda de muitas outras que me serão reveladas na jornada...e quero cura sempre!
11 de novembro de 2010

"Jesus não aprovava esse esforço missionário!"




Eu já tinha lido esse livro há muito tempo, mas confesso que à época, não aproveitei bem a leitura. Tem coisa que a gente não pode antecipar na vida. Pra tudo tem um momento. Não adianta eu ter algumas experiências, ler alguns livros, etc...antes de estar preparado para tanto. É por isso que em universidades há matérias que são chamadas "pré-requisitos"...

O livro não é pra quem quer ler "prato pronto" ou para quem tem preguiça de acompanhar o raciocínio que está por trás de alguma afirmação ou tese. É muito profundo e esse mísero post não será capaz de dar uma noção dessa profundidade.

Vou deixar aqui apenas esse "tease". Vejam o que o autor diz sobre o agir missionário de Israel etc:

"Tendo isso em mente, os judeus, e especialmente os escribas e fariseus, já estavam ocupados com grande esforço missionário. Jeremias também demonstrou que "Jesus veio ao mundo durante aquela que foi a época missionária por excelência da história judaica".
Por mais surpreendente que possa parecer, Jesus não aprovava esse esforço missionário: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito, mas, quando conseguis conquistá-lo, vós o tornais duas vezes mais digno da Geena do que vós!" (MT 23,15).
Era questão de "cegos conduzindo cegos! Ora, se um cego conduz outro cego, ambos acabarão caindo num buraco" (MT 15,14)."


Pra quem gosta e é chamado como evangelista, missionário etc fica a pergunta: o que acontece quando alguém se converte na sua comunidade? Ele se torna o quê? Qual o grau de atenção que se dá a essa vida? Estamos transformando pessoas sem Cristo em quê?

Precisa eu detalhar quais as implicações dessa reflexão?
2 de novembro de 2010

Quem leu o post sobre Arthur (síndrome de down) precisa ler este!

Aconteceu algo que vale a pena deixar registrado, porque não pode ser comum.

Quem leu meu último post viu que li um livro sobre um garoto com síndrome de down, chamado Arthur, que mora em São Paulo.

Viu também que enquanto eu estava em Petrolina, conheci, por coincidência, uma mulher chamada Cecília, também portadora de síndrome de down.

Pois ontem a irmã de Cecília viu o blog e me alertou para uma grande sincronicidade...Arthur e Cecília são primos!

Quem quiser que ache normal...mundo pequeno...eu fico é atento aos sinais.
1 de novembro de 2010

A chegada de um filho com Síndrome de Down.



Mês passado eu postei aqui uma frase de Dom Helder,sobre a gente só amar o que conhece, referindo-me ao fato de ter conhecido uma bela organização que cuida de crianças com sindrome de down.

Daquele encontro, iniciou-se outro movimento...Paula se propôs a contar histórias para as crianças uma vez por semana, ofertando seus encantos a esses pequeninos.

Semana passada ela trouxe para casa esse livro, começou a ler e logo me disse que eu deveria ler também. Ela estava certa.

A autora conta a sua história de vida (a chegada de um bebê com síndrome de down chamado Arthur), com muita emoção, muita verdade, sem maquiar sentimentos e sem esconder as sombras. Fazendo isso ela esclarece fatos, desmistifica muita coisa para nós (leigos nesse assunto) e ainda por cima faz uma belíssima reflexão acerca de Deus e Seus propósitos.

Quanto a esse último ponto eu destaco o seguinte trecho:

"Arthur me lembra todos os dias que nossa verdadeira missão é amar. É para isso que estamos aqui. Nossa vida é um plano de amor, pois foi por esse amor que fomos criados. Deus nos amou primeiro e tem por nós um amor incondicional que é dedicado a cada uma de suas criaturas, sem distinções. É nesse amor que encontramos a verdadeira felicidade, porque o amor nos completa e nos faz crescer. É o amor que nos faz livres do preconceito, da mentira, do egoísmo, da vaidade, do orgulho, da maldade. Livres para nos aceitar como somos: diferentes. Livres para fazer o bem. É por certo uma busca contínua, com quedas e conquistas. Mas com a certeza de que um mundo melhor começa com a iniciativa de cada um de nós."

Vejam como as coisas acontecem (sincronicidade)...eu trouxe esse livro para vir lendo no avião, por ocasião da minha visita a Petrolina para pregar na Conferência de 5 anos da Paróquia do Semeador, igreja liderada pelo meu grande amigo Pr.Rodolfo.

Logo que começamos o primeiro dos três cultos, notei, na primeira fila, uma garota portadora da síndrome de down. Seu nome é Cecília. Ela adorava como nenhuma outra pessoa fazia no templo. Ao final do culto ninguém estava tão entusiasmado em me conhecer do que ela. Ninguém foi tão simpático e carinhoso quanto ela.

Eu a tratei não de modo especial, mas exatamente como eu tratei todos aqueles irmãos que eu estava conhecendo naquela ocasião...gente muito querida que congrega e faz da vida de Rodolfo uma grande alegria e um enorme desafio. Fiz questão de colocar em prática o que estava aprendendo com esse livro (tratá-los com naturalidade) e a resposta foi imediata.

Sei que Deus não está me dando essas experiências/vivências/conhecimentos sem razão.

Mas fica a indicação desse belo livro que me trouxe muitas lágrimas aos olhos, muita alegria ao coração e muita esperança em Jesus!