29 de dezembro de 2009

Esquizofrenia

Há uns dois anos, assisti um vídeo com um sermão do pastor John Ortberg, baseado no Livro de Ester e gostei muito da sua forma de pensar e de expor as Escrituras.

Na livraria, semana passada, me deparei com um livro de sua autoria, chamado "The life you´ve always wanted" e decidi comprar pra ler. Não me surpreendi. Esse cara é realmente muito bom.

Ele trata das disciplinas espirituais (oração, leitura, jejum etc) sob uma perspectiva da graça, com muita realidade e grande dose de crítica aos "super-homens cristãos".

Um trecho do livro eu achei interessante pra postar aqui: ele diz que a maioria das pessoas (não cristãs ativas) acha normal fechar os olhos e fazer uma oração, reza ou prece. Mas essas mesmas pessoas acham que ouvir a resposta dessas orações é pura esquizofrenia!

Rsrsrsrsrsrsrs. É mesmo! Somos tentados a ir aos extremos.

Uns acham que ouvem Deus o tempo todo, dizem por aí o que Deus quer, pensa, julga e decide! Desses eu quero quase sempre distância.

Mas outros (e eu me incluo) acham que Deus não responde a nossas orações diretamente.
Ora, não que eu racionalmente ache isso - mas a verdade é que vivo como se assim eu pensasse.

Começarei o ano mais uma vez em retiro de solitude, mas dessa vez vou focar em ouvir de DEUS algumas respostas a minhas orações. Por quê não? Se não me considero esquizofrênico ao falar incansavelmente com Ele, porque me consideraria anormal de querer ouvir Suas respostas diretamente para mim?

A busca pelo equilíbrio não pode nos tirar a fé, a noção da imanência divina, o caráter relacional de Deus e o caráter místico do Evangelho.

Até 2010, com reflexões do retiro e mais livros!
8 de dezembro de 2009

Pós-Modernidade

Acabei de ler o excelente livro: A igreja do outro lado, de Brian McLaren.

No começo me assustei por duas razôes:

1) a primeira é que o prefácio de Ed René Kivitz diz claramente que o livro teria poucos leitores no Brasil, pois somos pré-modernos e quando muito, modernos, de forma que o universo de pessoas pra quem o livro seria relevante era pequeno...me perguntei se eu estaria nesse universo.
2) a segunda é que no início do livro eu não estava entendendo muito bem onde o Autor queria chegar e isso me fez concluir que de fato o livro não era pra mim...

Mas o fato é que eu adorei o livro. É sensacional. Ele vem ao encontro de tudo que venho lendo ultimamente. Mostra o que precisamos saber pra viver a realidade do evangelho nos dias de hoje, se quisermos comunicar alguma coisa verdadeiramente.

A igreja do outro lado é a igreja ideal...é a igreja relevante...é a igreja como deve ser e não como a vemos e a vivemos hoje.

O livro é um convite à auto-avaliação.
5 de dezembro de 2009

Semana

SEMANA
Uma pausa nos escritos impessoais sobre livros, para postar algo bem pessoal.
No domingo o Náutico caiu pra série B;
Na segunda tive que ajudar um homem que caiu com epilepsia na calçada da minha casa e eu achei que estava morrendo;
Na terça de manhã bem cedinho (06:00hs) acordo com a notícia de que nasceram as gêmeas de um amigo prematuríssimas, com risco de morte; chego no escritório e descubro que uma grande amiga solteira e jovem que trabalha comigo talvez tenha que retirar o útero e não poderá ter filhos; a tarde recebo a notícia de que o candidato a presidente do Náutico que eu apoiava desistiu da disputa nos deixando na mão, sem possibilidade de nova candidatura; chego em casa Caio está com febre;
Na quarta meio dia uma das gêmeas falece em São Paulo (Alice) e a outra tem menos de 500 gramas e está fazendo diálise;
Na quinta houve trégua pra eu administrar a rotina;
Na sexta faleceu um grande amigo da família, Pedoca, de quem eu era fã; por essa razão, meu irmão/cunhada e meus pais desistiram de vir comigo a São Paulo visitar meu outro irmão/cunhada/sobrinha. Como se não bastasse tive que trabalhar até nove da noite numa urgência que apareceu.
Hoje é sábado. Acabei de chegar em solo paulista e por enquanto há trégua. Estou cansado em todas as esferas possíveis e imaginárias. Vou visitar a gêmea remanescente (Beatriz) e seus pais que estão infinitamente mais cansados do que eu. Que barra!
Espero que a semana que se inicia amanhã seja menos pesada.
11 de novembro de 2009

Veja Sua Cidade Com Outros Olhos

Acabei de ler o livro, cujo título é o mesmo desse post. Esse livro, do pastor Ariovaldo Ramos, caiu no meu colo numa hora boa, porque, na minha opinião, tem tudo a ver com o livro que li imediatamente antes desse (Evangelização no mercado Pós-Moderno).

Eu escolhi um parágrafo para transcrever aqui no blog, porque isso precisa ser lido e apregoado por aí, mais do que tem sido. Vejam que coisa fantástica.

Ariovaldo vem falando que nas cidades os homens correm muito e estão sempre cansados etc...aí ele arremata:

"A Igreja, portanto, percebenmdo isso, tem de - a exemplo do Senhor - apresentar-se á cidade como a antítese da vida da cidade. Um lugar de refrigério e de descanso para estes esgotados. Isto quer dizer que, se na cidade hpa competição, na Igreja deve haver cooperação; se lá, há perda de identidade, aqui, deve haver pleno auto-conhecimento; se naquela, há solidão, nesta, deve haver comunidade."

É isso...aprendamos como Igreja a oferecer essa antítese urbana...a oferecer vida...a oferecer Jesus - a vida abundante!
6 de novembro de 2009

Evangelização no Mercado Pós-Moderno


Depois de viajar muito (Brasília/Rio/Fortaleza/Guatemala), estou parando pra postar algo sobre esse livro ao lado, que acabei de ler.
Robson Ramos acertou nesse livro. Ele inicia falando sobre a mente cristã e os desafios dos cristãos atuais em comunicar e viver.

“Saber articular uma apresentação do evangelho que seja ao mesmo tempo fiel às Escrituras e relevante do mercado das idéias é um questão crucial para o cristão – especialmente em nosso contexto cultural, que oferece um cardápio de experiências religiosas bastante variado.”

Temos problemas nas duas frentes: de um lado, os que se dizem cristãos, majoritariamente, não conseguem expor o plano de salvação de forma coerente com as Escrituras; de outro lado, os que conseguem fazer isso não conseguem se comunicar com as pessoas e suas necessidades modernas.

Isso ocorre porque as pessoas não possuem mais a mesma cosmovisão que possuíam em tempos passados.

“Cosmovisão é o conjunto de pressuposições e conceitos que temos conscientemente ou não, com o qual interpretamos todas as informações e a realidade com a qual somos confrontados diariamente.”

Essa cosmovisão muda como muda o (in)consciente coletivo. Assim, as pessoas precisam refletir e pensar com que “óculos” estão enxergando o mundo, para agirem.

Sim, porque só a reflexão também não produz mudança, não melhora a comunicação.

“A reflexão sem ação carece de autoridade, que surge da práxis na qual a reflexão é testada.”

Portanto, os cristãos devem refletir e agir de acordo com essa reflexão que ajusta a vida e o discurso, de acordo com a realidade atual.

Se não houver essa reflexão e ação, corre-se o risco de as pessoas se tornarem alienadas vivendo uma espiritualidade quase que sectária.

“Se o caráter e a criação de Deus permanecem como um enigma para nós, então todo o nosso zelo, nossas orações e nossos Louvorzões caem como devoção cega. Nossa religiosidade se regenera em superstição e nossa liturgia se transforma em encantamento.”

A reflexão sobre a cosmovisão tem a ver com conhecer a criação e suas particularidades. A ação tem a ver com o nosso culto racional.

Isso gera efeito imediato na forma como se pensa a evangelização. Não se pode comunicar algo a alguém eficazmente sem conhecer essa pessoa. Não há boa comunicação sem bom relacionamento.

“Acham que estão fazendo grande coisa ao convidar um colega para ir à igreja. Mas não são capazes de abrir mão de sua agenda de crente bem comportado – louvorzões, acampamentos, ensaio do conjunto dos jovens, namoro com o “gato” ou a “gata” da igreja – para investir no aperfeiçoamento da fé, e muito menos na vida daqueles que ainda não conhecem a Cristo.”


O modelo de evangelização majoritariamente empregado prescinde do relacionamento e funciona razoavelmente num campo limitadíssimo.

“Se estamos falando com alguém interessado temos êxito. Mas se a pessoa não está interessada, aberta nem tampouco sentindo-se necessitada de conhecer (...) ficamos como “peixe fora d´água”.

Além disso tudo, o Autor fala sobre a carreira missionária, dizendo que um chamado pode ser mal-interpretado consciente ou inconscientemente como sendo uma oportunidade de alcançar reconhecimento ou status.

Como há muita gente “trabalhando”, sem chamado, o doador passa também a ser mais seletivo, e os recursos, por conseqüência, mais limitados, o que facilita o aumento dos chamados “fazedores de tendas”.

Esse modelo de missionários bivocacionados é muito bom para o mercado pós-moderno sincretista, porque se baseia em relacionamentos e não em partidarismos. Como bem diz o Autor, o que Paulo fez e o missionário bivocacionado deve fazer é:

“...apresentar uma outra cosmovisão, e com base na exposição desta, conclama ao arrependimento...”

As pessoas não querem conversa, querem encarnação, já que não procuram a verdade, mas o que é real!
Vale a pena!
26 de outubro de 2009

Missões Brasileiras

Acabei de chegar de Fortaleza. Lá, além de passearmos com meus cumpadres Will e Virna, Paula e eu visitamos Carlos Queiroz no seu sítio que fica na cidade de Caucáia, na região metropolitana da Capital Cearense.

Além de ótima conversa, de comer doce de banana e suco de caju, ganhamos de presente esse livro ao lado. Trata-se de coletânia de palestras, trabalhos e testemunhos produzidos por ocasião do V Congresso Brasileiro de Missões.

No avião de volta eu já li alguns trechos que valem a pena, como o artigo de Paul Freston, mas gostaria de destacar aqui, o que foi denunciado por Carlos Queiroz, em sua palestra transcrita no livro.

Sinteticamente, ele reclama de modelos que destacam: 1) a separação entre o clero (especialista da religião) e a plebe (cliente); 2) a supervalorização do "templo" ou de qualquer outro lugar, que recebe algum tipo de "valor espiritual agregado" por abrigar a empresa religiosa; 3) o fluxo do dinheiro na perspectiva mercantilista, como contra-prestação de serviços (clientelismo); 4) a manutenção de elementos "sagrados", os quais só podem ser assim definidos pelos especialistas religiosos, potencialmente negociáveis, por terem valor espiritual agregado.

Para bom entendedor, esse resuminho basta!
23 de outubro de 2009

De glória em glória!

Estou cada vez mais longe, e o caminho é esse mesmo!

Acabei de ler o livro do Max Lucado, sobre o qual escrevi há poucos dias. Esse tema do medo é realmente fantástico.

Li esse livro aplicando diretamente as reflexões inspiradíssimas na minha vida. Estou certo de que qualquer pessoa que leia o livro, de coração aberto, o apreciará também, se for honesto.

Podemos temer o fracasso, a calamidade, a mudança, a rejeição etc...certo é que tememos muito, sem necessidade. Deus e Jesus disseram várias vezes: Não Temas!

Eu estou buscando verdadeiramente ser como Jesus. Ser é o bastante. Quero ser manso, amoroso, atencioso, firme, livre etc...mas estou muito longe desse alvo...quanto mais conheço Jesus, mais vejo que estou longe...eu temo demais ainda...

É um absurdo e eu tenho vergonha de admitir que, enquanto posto essas palavras, num assento de avião, estou sofrendo de: 1) vitiligo (despigmentação da pele); 2) psoríase (feridas no coro cabeludo e nas orelhas); e 3) três aftas na boca.

Existe isso? Tudo é emocional, por causa da minha ansiedade...ansiedade é medo! Eu sei que não tem razão pra isso...conscientemente não vejo razão pra isso...mas o que não é tão consciente é mais difícil de controlar...mas com a ajuda de Jesus vou nesse caminho...

Vou seguindo...vou melhorar desses sintomas e melhor, dessa ansiedade medrosa sem razão de ser...vou sofrer menos disso, pra depois Jesus me mostrar outro sofrimento pra eu enfrentar...
13 de outubro de 2009

Medo


Estou lendo o livro "Sem medo de viver", de Max Lucado. Não sou muito fã do autor, que na minha concepção, é muito meloso e repetitivo. Mas reconheço seu talento, especialmente escrevendo devocionalmente para novos seguidores, recém chegados ao caminho.


Ganhei esse livro do Sérgio Pavarini (pavablog, da lista de blogs ao lado), a quem agradeço muito.


Isso é que é bom. Ler um livro que ganhei (certamente não compraria), sem expectativas...e se surpreender!
Logo no início, o livro diz o seguinte:
"Quanto mais inseguros nos sentimos, mais malvados nos tornamos”.

“O medo libera o tirano dentro de nós.”
Isso me fez lembrar meu filho, que com menos de três anos de idade, já dormia na casa de um amigo da escola, sem medo ou qualquer problema...nem saudade ele tem da gente....rsrsrs...Paula um dia comentou comigo que não sabia se ficava feliz pela segurança e independência dele ou triste com medo de aos cinco anos ele decidir ir morar sozinho...rsrsrsrs
Mas nos regozijamos na sua segurança, reflexo do nosso amor.
E eu desejo estar seguro sempre, como reflexo do amor de Deus por mim, para não me tornar malvado, tirano, covarde etc...
O perfeito amor lança fora todo o medo!!!!
Hoje estou com um amigo-irmão numa situação difícil - com sua mãe em coma, com grave risco de vida. Estamos em sofrimento, choro, e um sentimento horrível de impotência.
Mas esse amor de Deus que traz segurança, coragem, e força é que nos sustenta...é isso...socorro bem presente na tribulação...companhia...consolo...e amigos!
Bola pra frente!
9 de outubro de 2009

Nota 10

Acabei de ler e dei nota 10 a "Ser é o bastante", sobre felicidade, simplicidade, prufundidade, Sermão do Monte etc...

Nota 10 porque o livro não é dogma, é liberdade pura.

O capítulo que fala das riquezas e de como elas produzem ansiedade é tão perfeito que eu lia sem acreditar que alguém poderia ter essas sacadas e escrevê-las de forma tão simples, direta e ao mesmo tempo poderosa.

O título já diz tudo.

É uma luta diária encontrar sentido nessa caminhada de tentar ser parecido com Jesus, cheio de amor, do fruto do Espírito. Mudar a minha realidade. Ser gente. Humano, a despeito da desumanidade do meu tempo.

Putz, são tantas reflexões...
8 de outubro de 2009

Sentido da vida?

Escrevi isso em 2006, no LIDERA. Achei agora:

"Visão é um sentido;
A realidade eu vejo com os olhos;
O ideal eu vejo com os sonhos;
E o sentido eu obtenho com a luta para realizar os sonhos;
De mudar a realidade que eu vejo com os olhos."

É mole?
5 de outubro de 2009

Ser é o bastante


Estou lendo o livro cujo título é o mesmo desse post. Ele foi escrito por Carlos Queiroz e é por isso que a leitura está fluindo formidavelmente. Parece que eu não estou lendo, mas conversando com o Autor. Parece que se eu parar de ler e fechar os olhos, ouço a voz dele.


O livro trata da felicidade à luz do sermão do monte (Mt.5 etc), mas me

deparei com a seguinte reflexão:

"O discípulo vive permanentemente o conflito de independência da multidão e de cumplicidade com ela. A nova comunidade não é um mosteiro alienado, isolado da multidão, é uma família cuja casa permanece de portas abertas acolhendo pessoas."

É mole? Independência mas cumplicidade...e tem gente dependente...e tem gente que não está nem aí com a multidão...

Bom começo...

1 de outubro de 2009

Seguir a Jesus

Acabei de ler, depois de um tempo muito corrido de trabalho e outras batalhas pessoais, o livro "Os caminhos de Jesus e os atalhos da Igreja", de Eugene Peterson. O livro é bom; deve ser "degustado" com moderação; e deve ser lido em meditação. Por isso também demorei tanto.

Mas vale a pena. Em resumo, diz: escreve-se, fala-se, prega-se.....sobre Jesus, mas pouca gente O segue. Igrejas se preocupam com um milhão de coisas, mas não valorizam o seguir os caminhos de Jesus, com todo o fruto do Espírito (Gl 5:22), que resume o sermão do monte (Mt.5) e inspira a poesia de 1Co 13 sobre o amor.

Estou cada vez mais encantado com esse caminho de autonegação, sacrifício (tome sua cruz) e alegria em comunidade.

Me espanto com a graça. Semestre passado, falando num encontro promovido na igreja para jovens, utilizei a seguinte ilustração:

http://www.youtube.com/watch?v=DADApKV1N1A&feature=player_embedded

É mole ou quer mais? Vamos seguir a Jesus, sem atalhos. Naquele dia, menos importando o tamanho do meu "arquivo vermelho", estarei tranquilo.
4 de setembro de 2009

Sobre as tentações

Esse livro sobre o caminho de Jesus é fascinante e deve ser lido, conforme orientação do próprio autor, de maneira lenta, devagar e desaceleradamente.

Quanto às três tentações que Jesus sofreu no deserto, reflitamos no seguinte:

1) tornar pedras em pão; quantas vezes não queremos usar nossa espiritualidade (Jesus) de maneira simplória e casuística, para suprimento de nossas necessidades básicas? É a tentação do consumo.

2) saltar de sobre a parte mais alta do templo; é querermos deslumbrar a multidão com milagres...é animarmos a vida tediosa com alguma aventura que produza adrenalina. É o mesmo tipo de vício daqueles que se drogam etc...acabar com a monotonia...É a tentação do entretenimento.

3) dominar o mundo; é a mania de querer ser protagonista e falar sobre liderança...de querer mandar na família, na igreja, no trabalho etc...é sentar num trono burocrático com qualquer status...isso Jesus recusou em função de relacionamentos, amor, perdão etc.

É mole ou quer mais?
1 de setembro de 2009

Sobre Leigos e Especialistas


Estou lendo um livro chamado: "O caminho de Jesus e os atalhos da igreja", de Eugene Peterson. Brevemente estará na listagem ao lado.


Ele está me fazendo ter reflexões muito bacanas...

Quem entende de carros é mecânico e eu sou leigo no assunto. Quem entende de cozinha é o chef e eu sou leigo no assunto... etc...

Quem entende de espiritualidade? É o pastor? Não!!!!!! Um especialista religioso qualquer pode entender de teologia, de fiolosofia e outra série de coisas, mas de espiritualidade ninguém entende...não há especialistas e leigos...

Felizes as pessoas que sabem que são espiritualmente pobres, pois o Reino do Céu é delas. (Mt 5:3, NTLH)

Quando as pessoas entenderão isso e acabarão com essa vaidade religiosa infantil?

24 de agosto de 2009

Persépolis


Fazia tempo que eu não lia livros com temática descaradamente cristã...mas resolvi ouvir os conselhos de Ricardo Gondim, quando diz:


"Aconselho que alguns livros passem a ser obrigatórios. Quem lê romance capta, mesmo em narrativas fictícias, a imensidão humana."



E aí peguei um livro que minha esposa tinha acabado de ler...ela me disse que tinha adorado...o livro tem o mesmo título desse post...


Já fiquei encantado em ver que o livro é todo escrito e ilustrado em tiras de quadrinhos...não há uma frase sequer fora dos quadrinhos...não tem numeração de páginas (embora eu saiba pela editora que tem 352 páginas)...é massa!


Com ele me diverti, me emocionei, morri de rir e as vezes tive vontade chorar, me revoltei, aprendi muita coisa de história, geografia, cultura oriental, cultura iraniana, européia etc...muito conhecimento!

Só não dei nota 10 na avaliação (veja ao lado direito), porque o final (ou a falta dele) é ruim...não que seja ruim, mas a gente sempre fica torcendo pra algo que traga uma conclusão ou que defina alguma situação...eu acho que a autora resolveu dizer alguma coisa com esse final (não quero estragar mais pra quem não leu e quer ler)...talvez que a vida continua...as aventuras de Satrapi também...

É isso. Tudo passa e vira aprendizado. Vira experiência pra gente construir em cima.

18 de agosto de 2009

Conselhos

Eu recebo, de tempos em tempos, críticas por parecer arrogante e auto-suficiente. Por isso, tentando fortemente me desenvolver, me aperfeiçoar e me tornar parecido com Jesus, eu decidi dar ouvidos aos conselhos que recebo de pessoas mais experientes.
Assim, tenho ouvido atentamente esses conselhos e muitos deles realmente me ajudaram bastante. Ontem mesmo eu recebi alguns conselhos que considerei muito interessantes e, por isso, decidi compartilhar aqui nesse espaço.
O primeiro conselho foi o seguinte: “Crie tradições na sua casa, com seus filhos”. Em outras palavras, o meu amigo me disse que valeria a pena ter “coisas” que o meu filho um dia vá se lembrar que fazíamos por tradição e vai dizer: “isso me lembra muito meu pai que todo dia/semana/mês fazia isso comigo.” São boas lembranças de um relacionamento saudável que ele irá querer replicar.
O segundo conselho foi o seguinte: “Proporcione bons momentos com sua esposa, para que vocês possam lembrar deles”. Junto com esse conselho veio a afirmação: “Quem tem boas lembranças atravessa com mais facilidades as tempestades do casamento”. Pensando bem, isso é muito verdadeiro.
Todas as vezes que conversamos, minha esposa e eu gostamos de lembrar das nossas viagens, de como nos conhecemos, paqueramos, namoramos, noivamos e até o dia do casamento. São excelentes lembranças que, nos tempos de crise, nos ajudam a manter o foco, segurar na luta e ter boas perspectivas.
O terceiro e último conselho foi o seguinte: “Tenha tempo com sua esposa e seus filhos, individualmente”. Ou seja, é importante estar com eles, em família, mas é também importante estar a sós com minha esposa e a sós, com cada um dos meus filhos. Esse tempo aprimora a intimidade e desenvolve conexões pessoais inestimáveis.
A Bíblia não entra nesses detalhes, mas eu imagino que Jesus era assim.
Quando os discípulos, no caminho de Emaús, viram Jesus render graças, imediatamente lembraram-se dele, porque era uma tradição boa. (Lc.24:30 - 31).
Deus também mandou que fizessem memoriais para que o povo de Israel se lembrasse dos grandes feitos do Senhor. (Js.4:7)
E finalmente, Jesus, embora tivesse muitos discípulos e doze apóstolos foi muitas vezes visto somente com três desses apóstolos e a um deles chama de discípulo amado. Tinha também um relacionamento todo especial com Lázaro e suas irmãs.
Eu já estou pondo em prática esses conselhos!
5 de agosto de 2009

O Reino entre Nós

Hoje aconteceu uma daquelas sincronicidades que fazem nossa alma se alegrar muito em Deus. Terminei de ler ontem o livro cujo título é o mesmo desse post, co-escrito por Maurício Cunha, da Visão Mundial (ganhei esse livro ao renovar minha assinatura da Ultimato!).

O livro é muito bom, muito indicado a quem trabalha ou tem interesse em trabalhar nas comunidades, através de ministérios sociais da igreja, de missões, ong´s cristãs etc.

De cara, lemos que o desenvolvimento integral da comunidade está para a ação emergencial da "ajuda", assim como o discipulado está para a pregação do evangelho. Já imaginou que legal isso? O livro é muito bacana!

Escrevi "ajuda" assim, entre aspas, porque o livro também toca nesse ponto de mutualidade, onde quem "ajuda" é também "ajudado".

Aí hoje de manhã, depois de deixar o mala na escola, vim pro escritório ouvindo uma pregação que Derik tinha me emprestado, de Ed René Kivitz, que fala de discipulado. Ele diz, entre outras coisas muito bacanas, que o processo de discipulado não é um processo de transferência de informações, mas sim interação e vida em comunhão.

Nessa mensagem Ed René fugiu completamente ao seu estilo e eu achei massa. Não que eu não goste do jeito que ele fala normalmente, mas nesse dia ele tava muito humano, muito próximo, e isso acaba com a religião e se aproxima da realidade, o que me empolga.

E a mensagem tinha tudo a ver com o livro e tudo a ver comigo, cristão, disposto a transferir menos, viver mais, desenvolver mais, sofrer mais etc etc...

Indico o livro e gravo a mensagem pra quem quiser escutar!
3 de agosto de 2009

Deus Trabalha no Turno da Noite

Esse mês de julho eu tive que viajar muito. Fazia tempo que eu não saia tanto de Recife. Teve viagem de carro, de ônibus e de avião. Cansa. Mas o lado bom é que dá pra pôr em dia minhas leituras e re-leituras.

Semana passada mesmo reli um livro cujo título é o mesmo desse post. É muito bom para nos trazer de volta à perspectiva de que Deus cuida de nós o tempo todo. É muito indicado a quem está em início de discipulado.

Teve uma coisa nesse livro que me chamou muita atenção. É impressionante como eu não lembrava de ter lido isso da primeira vez. Trata-se de um comentário sobre Romanos 8:28-29.

Sempre lembramos do seguinte: " Sabemos que todas as coisas cooperam conjuntamente para o bem daqueles que amam a Deus..."

Mas normalmente esquecemos de que: " porquanto...predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho..."

Ou seja, as coisas cooperam pra o nosso bem, no sentido de nos parecermos com Jesus. Assim, pode ser que cruzes, espinhos, traições etc sejam para o nosso bem, se forem pedagogicamente aproveitados para sermos parecidos com nosso Senhor!

Durma com uma bronca dessas! É isso mesmo.
22 de julho de 2009

Por que você não quer mais ir à igreja?

Tenho fama de exagerado. Quem tem fama deita na cama! O livro, cujo título é o mesmo desse post, foi um dos melhores que já li na minha vida!

Foi escrito por dois autores, sendo que um deles ajudou na elaboração de "A Cabana". Esse livro não tem a mesma aventura/drama de "A Cabana" mais tem um conteúdo ainda mais libertador!

Sinceramente, no meio do livro eu tinha sensações de que todo esse conteúdo eu já tinha ouvido nas minhas conversas com Carlos Queiroz, mas adorei degustar algo escrito, concatenado e sistematizado, sobre a igreja de Jesus.

Aliás, cliquem no link abaixo pra ver um artigo dele (Carlinhos) que bem poderia ser um apêndice do livro...

http://pibbjovem.wordpress.com/2009/07/08/o-coroinha-e-o-office-boy/

Morri de rir me lembrando que no ano passado eu fui pregar num evento lá da igreja para jovens em discipulado e falei sobre a Ceia do Senhor. No outro dia soube que pessoas tinham ficado escandalizadas porque eu não era pastor e não poderia "celebrar" a Ceia, mesmo com autorização do Bispo (sic) e nem muito menos poderia dizer que um almoço com amigos poderia ser considerado como Ceia do Senhor. (eu havia dito que toda sexta-feira celebrava a Ceia com dois amigos num restaurante rsrsrsrss). Pois nesse livro um irmão "celebra" a Ceia num churrasco.

Não tenho dúvidas de que vai ter muita gente chiando sobre esse livro, especialmente os especialistas religiosos, e aqueles que deixam a forma domar o conteúdo. Mas uma coisa é certa: se as pessoas lerem de peito aberto, haverão de refletir sobre muitas coisas.

Esse livro tinha que ser de leitura obrigatória (rsrsrsrs)...
20 de julho de 2009

Desventuras da Vida Cristã - Raiva

Continuando a reler alguns livros que já estão na minha biblioteca, essa foi a vez do livro cujo título é o mesmo desse post, de Philip Yancey e Tim Stafford. Realmente vale a pena ler de novo algumas coisas. É que eu li esse livro já faz algum tempo, e eu tinha outra mentalidade e entendimento do Evangelho.

O livro é bom (avaliação ao lado), mas é, por incrível que pareça, tratando-se P.Yancey, superficial. Acho que os autores não se propuseram a aprofundar os assuntos, mas apenas iniciar debates.

Há um capítulo que fala da "raiva". A vontade que eu tive ao reler foi escrever mais umas dez páginas sobre o assunto, porque acho que essa questão não é tão simples como o livro parece acreditar.

O livro diz que diante de momentos onde a raiva nos toma, temos mais ou menos três opções: 1) explodir, descontar em alguém, reagir com o impulso; 2) não transparecer, deixar a raiva para o interior e agir como se não estivéssemos em erupção por dentro; e 3) ser criativo e encontrar saídas sábias ou bem humoradas para não explodir e ao mesmo tempo não guardar a raiva. Obviamente, eles indicam sempre a terceira opção.

Sinceramente, na prática, eu não vejo como isso funciona. Eu já explodi muitas vezes, mas normalmente eu sou o tipo de pessoa que guardo a raiva e arrogantemente demonstro que "o que vem de baixo não me atinge".

Isso me poupa de confusões, brigas, discussões etc, mas em compensação, além dos problemas advindos da arrogância e petulância, ainda por cima trazem consequências horríveis internamente. Chego a ficar literalmente doente de raiva, somatizo.

Ainda não descobri como não internalizar a raiva a esse ponto e também não explodir e chutar o pau da barraca. Esse meio termo, que o livro chama de criatividade, não é o meu forte - equilíbrio.

Quando o assunto é simples ou vão, eu já virei craque. Por exemplo, ontem morri de raiva do Náutico, mas isso eu já tiro de letra: dois gritos, quatro palpites, duas ligações telefônicas de análises táticas com os amigos eu já esqueço.

Mas quando a questão é mais complexa, que envolve o casamento, relacionamentos familiares em geral etc, estou longe de encontrar uma solução sábia.

Se alguém tiver dicas me mande por favor.
17 de julho de 2009

Casa do Julgamento

Ontem, antes de ir pro jogo do Náutico (mais uma frustração), eu dei um pulo no centro de convenções pra visitar meus amigos na Casa do Julgamento. Fiquei impressionado. Era muita gente na fila (desde as 16:00hs tinha gente esperando e o primeiro grupo só entraria as 19:00hs). Teve dia com mais de 3.000 pessoas (um só dia!). O último grupo entrou de 05:30hs da madrugada. Mais de 300 voluntários entre atores, guias, conselheiros, recepcionistas, seguranças, médicos, coordenadores etc. Eu já vi várias vezes o espetáculo mas toda vez me arrepio nas cenas do hospital e do céu. Pareço um besta, mesmo já sabendo do roteiro e já tendo participado dos bastidores, me pego emocionado. Ontem mesmo vi muita gente se convertendo e outras pessoas (já crentes, imagino) emocionadas e impactadas. Por incrível que pareça o centro de convenções ficou pequeno e ano que vem não dá mais pra ser lá. Ontem o pastor Jeconias e Kênia me diziam que estão estudando descer pro pavilhão na próxima edição. É claro que o argumento da peça é simplista (não poderia deixar de ser) - e se vc morrer amanhã, vai pro ceú ou inferno? Mas mesmo assim vale a pena. Não deixa de ser um impacto que gera a reflexão. Eu recomendo que escolha um amigo que tenha muito papo pra conversar, enquanto está na fila (vai precisar de muito papo) e compareça. Vale a pena.
16 de julho de 2009

Graça

Pense num assunto difícil de entender! Muita gente que eu conheço não entende a Graça. E eu me pergunto como conseguem ser cristãos sem entender isso. Muita gente se diz cristão pela religiosidade natural da nossa cultura. Mas nem sequer sabem a razão do sacrifício de Jesus e por que razão precisaríamos "aceitar" (sic) Ele como Salvador.
A gente diz muito – “Graças a Deus”. O que isso significa? Que só aconteceu por causa de um ato de Deus.
Assim é a nossa salvação. Graças a Deus, ou pela graça de Deus, por que foi Deus quem providenciou a nossa salvação. Sem ela estávamos perdidos em nossos pecados.
Não há um justo sequer na terra – todos somos pecadores – e o certo era que a gente fosse pro inferno. A bíblia diz que deveríamos ser totalmente santos, amorosos, calmos etc...
Mas infelizmente não somos assim e precisamos de um ato de Deus que nos dê a salvação, mesmo sem a gente merecer. É um favor imerecido.
Aí você me pergunta...a salvação é de graça, para todos? SIM!
Assim, tendo Deus providenciado de graça a nossa salvação, quem quiser pode ter acesso direto a ela. Basta crer em Jesus Cristo.
Agora crer não significa acreditar – uma coisa é diferente da outra. Crer significa também obedecer.
(João 14:12) - Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.
Assim, se eu devo somente crer em Jesus, e pela graça serei salvo, não há nada que eu possa fazer para assegurar minha salvação, minha ida pro céu, correto? CORRETO!
A salvação não vem pelas suas obras, ou se você for uma pessoa boa. Não adianta dar esmolas, ajudar, etc...a nossa bondade não paga o preço do nosso pecado...
Sem crer não tem graça e sem graça não há salvação!
Alguém vai então perguntar, então é melhor viver pecando, já que eu não preciso fazer o bem?
Não – a resposta é simples...quem crê tenta obedecer e ser igual a Jesus e portanto não quer pecar...quer fazer o bem de toda forma...só assim, crendo, receberá de graça a Salvação!
Precisamos falar mais sobre a Graça, pois impera por aí o sutil conceito de salvação pelas obras, pela caridade, pelo "nível" (sic) de santidade, pelo engajamento na igreja etc.
13 de julho de 2009

Sementes

Faz tempo que eu não posto nada aqui. Muita correria e pouco tempo pra ler algo digno de comentários. Mas esse fim de semana foi mais um daqueles bem agitados, com agenda cheia desde a sexta feira a noite (aniversário de Sorriso), sábado, com um encontro legal com antigos amigos em Itapessoca, palestra no Acampamento Realidade lá da igreja, Cirque du Soleil, Jantar na Casa do meu brother Jacaré, até o domingo, na Doxa com o Fonte.

Sábado de manhã refletimos sobre nosso passado e presente, numa busca de auto conhecimento que é bacana fazermos de tempos em tempos.

Sábado a tarde eu fui escalado pra falar sobre a Graça de Deus...(merece outro post sobre isso depois)...184 jovens lá no acampamento...

O Circo é fantástico...Paula e eu nos divertimos...Depois (morto de cansado) ainda fui na casa de Jaca porque seus sogros chegaram de São Paulo etc...comi aquele queijo "prima dona" que é sensacional...

Domingo, após aquele almoço na casa de mamãe, que é de praxe, fui falar na Doxa sobre a Lei da Semeadura...

(Gálatas 6:7) - Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
(II Corintios 9:6) - E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.

Devemos ter fé que Deus poderá fazer muita coisa por nós, mas isso não exclui a nossa responsabilidade de plantar as sementes dos frutos que desejamos colher, em tudo: vida profissional, emocional, espiritual etc.

Como é também natural, sai de lá mais abençoado do que as pessoas que ouviram o sermão...rsrsrsrs...

Quero continuar semeando muito...a Palavra de Deus, os bons relacionamentos etc...Deus tem me deixado colher onde nem semeei...imagine eu semando bem?

Vou ver se essa semana posto algo sobre o que falei da Graça...
26 de maio de 2009

Cristianismo Puro e Simples

Pronto. Depois de interromper minhas leituras normais para ler livros técnicos (por obrigação acadêmica ou laboral), finalmente terminei de ler esse clássico de C.S.Lewis, cujo título é o mesmo do post.

Na medida em que Stott escreveu "Ouça o Espírito, Ouça o Mundo" para as questões doutrinárias, eclesiásticas, com toques devocionais, Lewis escreveu "Cristianismo Puro e Simples" num prisma puramente devocional, com toques de teologia e doutrina.

As páginas sobre casamento, sobre perdão, sobre caridade e sobre fé realmente se destacam.

Esses últimos três finais de semana eu tive o privilégio de falar do Evangelho [Acampamento de Adolescentes da Catedral Carismática - Igreja Independente (que não me lembro a denominação) em Cajueiro Seco, Plano B - da Igreja Presbiteriana de Candeias], e sábado que vem vou de novo a um acampamento da Catedral Carismática de Vitória, dessa vez em Glória do Goitá.

Me preparando para tais compromissos, observei que o que precisa ser dito é sempre simples: 1) Deus ama você; 2) Você precisa reconhecer que é pecador e precisa de Cristo; 3) Deus não desiste de você por causa do seu pecado - persevere; 4) não julgue; 5) ame muito, sem limites, o próximo; 6) perdoe; 7) seja generoso...etc...

Está tudo nesse livro. Nada escapou nesse clássico. A gente é que complica as coisas.

O Cristianismo moderno não é puro e nem simples...mas deveria ser assim, como o autor escreveu...o Evangelho é assim...simples...
11 de maio de 2009

Está tudo escrito

Hoje eu decidi escrever (pra me apoderar mesmo disso) sobre uma coisa que vem na minha cabeça já faz algum tempo.

Eu tenho procurado reler alguns livros clássicos e ler outros escritos há muito tempo. Agora estou lendo "Cristianismo Puro e Simples" de C.S.Lewis (breve vou postar a nota na lista ao lado).

E lendo esse livro, lembrei-me de um sentimento que tive quando li "Ouça o Espírito, Ouça o Mundo" de Stott: tudo o que precisa ser escrito no cristianismo já está em papel. Tem muita coisa boa escrita e pouco leitor para essas obras.

Não que eu seja ridiculamente radical de me fechar para novos autores, novas idéias, novas demandas da atualidade e pós-modernidade.

Mas se todos os cristãos lessem a Bíblia, isso já seria o bastante. Se quisessem aprofundar mais um pouco os debates, que lessem três ou quatro livros clássicos, porque o que havia para ser dito, já o foi.

Eu, na minha petulância, de tempos em tempos acho que tive um insight, uma idéia boa, uma tese que precisaria ser sustentada etc...aí vou ler os clássicos e vejo que tudo já está escrito. Eu é que não sabia porque me preocupo mais em inventar e dizer que tive idéias do que ler e procurar viver o Evangelho.

Impressionante...está tudo já dito por aí...é só a gente ler e praticar!

Eu é que não vou ficar atrás de coisas novas. O Evangelho é simples. Vou mesmo é continuar lendo as coisas "velhas" e tentando ao máximo viver o que ali está prescrito.
5 de maio de 2009

Aldênio - Idéias Inigualáveis

Na minha lista de blogs, está o de Aldênio (Langrain/Albrain), que se chama, "Idéias Inigualáveis". Ontem eu li um post lá que falava da simplicidade do Evangelho.
Pois bem, hoje, na aula de "Pentateuco", ouvi o professor Mário Félix (excelente) dizer que na Bíblia, não há separação entre o sagrado e o secular. Aí eu escrevi o seguinte:

Não há sagrado e secular
tal divisão é meramente didática
o que passa disso é religião.

O amigo de idéias inigualáveis
disse que foi chamado para se relacionar
é simples assim!

O nosso amigo comum inigualável
cujo Nome rima com luz
é quem intermedia essa relação

apesar do meu pecado e rebeldia
há notícia de paz, de perdão, de amor e de alegria
há notícia de vida de Evangelho pra mim!
4 de maio de 2009

Perfil de Tês Reis

Estou doente. Fraco. Mole. Parece que nessas horas ficamos mais sensíveis e valorizamos mais o que é essencial. Nesses últimos sete dez dias eu não tenho conseguido sequer ler, de tão fraquinho. Qualquer coisa que demande concentração estava fora de cogitação.

Hoje eu acordei disposto a tentar voltar à minha vida normal. Fui levar o mala na escola, vim trabalhar, peguei ele de volta na escola, levei em casa e voltei. Mas estou me sentindo ainda muito cansado.

Agora a pouco terminei de ler um livretinho que havia iniciado semana retrasada, e cujo título é o mesmo desse post.

É fantástico: esse eu recomendo. É um livreto mesmo, mas foi escrito para pessoas inteligentes lerem (sentiram a modéstia?). Uma pessoa menos perspicaz não entenderá sua mensagem, mas um leitor mais safo curtirá muito.

Ele fala, num estilo meio poético, meio sarcástico, meio direto e às vezes muito indireto, sobre o perfil de Saul, de Davi e de Absalão (filho de Davi). Claro, Davi é muito bem explorado.

Eu já tinha lido esse livreto há anos e agora decidi ler de novo. Impressionante como dessa vez eu vi coisas diferentes. Da primeira vez eu refleti sobre como dentro de cada pessoa há sempre coisas boas e ruins. Naquela época, a lição que tirei foi clara: tenho que sempre duvidar de mim mesmo...será que o que estou fazendo é o "Davi" dentro de mim ou o "Saul" ou "Absalão"?

Dessa vez a reflexão é outra: creio mesmo que a minha vida é dirigida por Deus? Se creio, tenho as vezes que parar de lutar, de jogar lanças. Devo apenas me esquivar das lanças que jogam em mim. O que tiver que acontecer irá acontecer. Não tenho direito a nenhuma posição. Se estou nela é porque Deus me pôs ali.

Será que quando eu ler de novo eu vou tirar outra lição? Só sei que esse é um livro que vale a pena ler de vez em quando.
15 de abril de 2009

A Mensagem de Gálatas

Terminei hoje esse livro de Stott (avaliação ao lado).
É bom.
Impressiona a facilidade com que esse autor relaciona as questões sociais e culturais da época com o nosso tempo, o que torna o texto bíblico ainda mais atual e relevante.
Eu terminei esse livro mais convencido ainda acerca da graça de Deus, tão defendida pelo apóstolo Paulo.
Ainda bem.
Nesse mundo de julgamentos, big brothers, etc, onde somos vigiados 24 horas por dia, bom é relaxar na graça de Deus e não se preocupar tanto com a opinião, julgamento ou egoísmo dos outros.
Uma das coisas fantásticas desse livro é que o texto bíblico é transcrito literalmente e depois há o comentário, de forma que a leitura passa a ter uma conotação devocional.
Não é uma tese nem uma história - são apenas comentários extraídos do próprio texto.

Vale a pena.
3 de abril de 2009

A Cabana

Pensei um pouco antes de escrever esse post. É que acabei de ler o livro (avaliação ao lado) e adorei.

O que escrever sobre ele? Não tem muito o que dizer. Só recomendar pra todo mundo.

É evangelho...é amor...é quebra de paradigmas...é acabar com religiosidade!

Realmente o autor foi muito feliz no texto.

Notem que não há versículos citados, mas há muita "Palavra" em todo o enredo.

Agora (pra quem já leu), o problema é que eu só consigo chamar o Espírito Santo de Sarayu....rsrsrsrsrs.

Que o amor de Papai, seu perdão infindável e sua misericórdia que se renova a cada manhã nos inunde.
1 de abril de 2009

Artistas do Invisível

Acabei de ler um livro, cujo título é o mesmo desse post (avaliação ao lado).

Seu autor, Allan Kaplan, abre nossa mente para um universo existente entre as pessoas e que muitas vezes ignoramos. Esse universo ele chama de "o invisível".

Quando aprendemos a lidar com o desenvolvimento de nossas habilidades nesse univero invisível, aproveitamos muito mais os relacionamentos e potencializamos as nossas intervenções sociais.

Sinceramente, esse é um processo pelo qual tenho me dedicado há algum tempo (desenvolvimento pessoal - no invisível) e não me arrependo.

Ser um artista na perspectiva desse livro é expressar os sentimentos e "razões" nessa esfera viva, presente, influenciadora e ao mesmo tempo invisível.

O autor pára por aí.

Eu, como seguidor de Jesus, vou além e vejo que Jesus está "entre" dois ou mais reunidos em Seu Nome (no meio - no ar - no invisível).

É aí que eu preciso estar.

Jesus está além dos paradigmas e das coisas que podemos ver.

É isso!
30 de março de 2009

Meu aniversário

Minha família teve um final de semana de sonhos.
Começou na sexta quando eu e o mala fomos com mamãe e papai pra Porto...estava paradisíaco...picolés, côco, peixinhos nas pedras, filhotes de Hebe, mar, piscina, lagosta, cuxilo etc...
Na volta, encontro vocês lá em casa para uma surpresa muito feliz...(realmente fizeram bem feito, porque eu sou esperto para essas coisas)...isso sem falar naquele vídeo (arquivo confidencial) que vai ficar no meu computador pra sempre...
No domingo, almoço na casa de mamãe...mais parabéns, strogonoff de camarão, casquinho de carangueijo, bolos etc...depois vou pro jogo ver o Timba dar no santinha e me presentear....depois vou pra casa e tenho mais uma surpresa com mais amigos pra ver o jogo do Brasil comigo...o Brasil se livra de um vexame...
Fui dormir exausto, mas feliz que só a preula...

Obrigado pela presença de vocês... pelos presentes que vocês são e que vocês me deram...

Obrigado a Paula que arquitetou todas as surpresas com tanto carinho e suor...e a todos que a ajudaram...

Eu nem queria festa...mas essa festa toda me alegrou muito...

Um beijo enorme e muito carinhoso em todos...

Ivanzinho
O Salmo 41:1 diz: “Como é feliz aquele que se interessa pelo pobre. O Senhor o livra em tempos de adversidade.”
20 de março de 2009

I´m trying to believe in myself

Quando eu vi, haviam passado mais de nove dias sem que eu escrevesse nada aqui no blog. O que é interessante é que eu vi, li e fiz muita coisa interessante, que valia a pena o registro nesse meu diário/devocional/desabafo.

Eu estava prestes a escrever aqui que não tinha postado nada porque o corre-corre foi muito grande e o tempo foi curto...mas a quem quero enganar? Se não escrevo para o público, mas por uma questão terapêutica, não posso me distanciar da verdade e nem muito menos ficar me desculpando ou racionalizando minhas decisões...

Na verdade, esses últimos dias foram difíceis...é tempo de praticar o que se decide...é tempo de ser...é tempo de perder o medo...é tempo de ser verdadeiro.

Não postei nada porque eu estava tão distante do que eu desejo ser e do que eu decidi ser, que não tinha coragem de registrar nada influenciado por esse "gap".

O título do post é uma frase de uma música de Ben Pasley...estou tentando acreditar em mim mesmo. Para tanto, tenho que ser eu mesmo.

Sei que o futuro tem guardado pra mim muitas aflições, mas Jesus venceu o mundo e Ele vive em mim. Isso me basta!
11 de março de 2009

Romanos e a não perda de tempo

"Justificados pela fé em Jesus, temos paz com Deus, independente das obras da lei (3:28)". Por Jesus, somos reconciliados com Deus.

Eu e muita gente, quando pecamos (todos os dias), mas falo sobre tentações públicas ou morais ou com consequências nefastas, ficamos com vergonha de DEUS. Agimos como Adão e Eva, que se cobriram.

Mas se temos fé em Jesus, temos paz com Deus, como poderemos andar longe e tentar se esconder de Deus?

Não faço apologia ao pecado livre, pois essa prática nos afasta de Deus, cauteriza nossa mente que já não busca o arrependimento e a reconciliação. A obediência é originada do amor que produz alegria e paz!

Mas defendo a reconciliação pronta dos arrependidos, lavados no sangue de Jesus, sem perder tempo!
Reflitamos!

Filão

Como eu já disse, não costumo postar coisas vistas em outros sites/blogs (só fiz isso uma ou duas vezes). No entanto, encontro algumas coisas que eu não escrevi, mas gostaria de ter escrito e isso vale a pena eu postar. Por isso, segue o texto adiante transcrito:

"As Casas Bahia disputam o mesmo mercado que a Magazine Luiza. As duas lojas se engalfinham para abocanhar o filão dos eletrodomésticos, guarda-roupas de madeira aglomerada e camas de esponja fina. Buscam conquistar assalariados, serralheiros, aposentados e garis. Em seus comercias, o preço da geladeira aparece em caracteres pequenos, enquanto o valor da prestação explode gigante na tela da televisão. A patuléia calcula. Não importa o número de meses, se couber no orçamento, uma das duas, Bahia ou Luiza, fecha o negócio - o juro embutido deve ser um dos maiores do mundo.Toda noite, entre oito e dez horas, a mesma lengalenga se repete nos programas evangélicos. Pelo menos quatro “ministérios” concorrem em outro mercado: o religioso. Todos caçam clientes que sustentem, em ordem de prioridade, os empreendimentos expansionistas, as ilusões messiânicas e o estilo de vida nababesco dos líderes. Assim, cada programa oferece milagres e todos calçam suas promessas com testemunhos de gente que jura ter sido brindada pelo divino. Deus lhes teria abençoado com uma vida sem sufoco. Infelizmente, o preço do produto religioso nunca é explicitado. Alardeia-se apenas a espetacular maravilha.Considerando que a rádio também divulga prodígios a granel, como um cliente religioso pode optar? Para preferir uma igreja, precisa distinguir sobre qual missionário, apóstolo, pastor ou evangelista, Deus apontou o dedo. E se tiver uma filha com leucemia aguda, não pode errar. Ao apelar para uma igreja com pouco poder, perde a filha.O correto seria freqüentar todas. Mas como? Em nenhuma dessas igrejas televisivas o milagre é gratuito ou instantâneo. As letrinhas, que não aparecem na parte de baixo do vídeo, afirmariam que, por mais “ungido” que for o missionário, um monte de exigência vem embutida na promessa da bênção. É preciso ser constante nos cultos por várias semanas, contribuir financeiramente para que a obra de Deus continue e, ainda, manter-se corretíssimo. Um deslize mínimo impede o Todo Poderoso de operar; qualquer dúvida é considerada uma falta de fé, que mata a possibilidade do milagre.Lojas de eletrodoméstico vendem eletrodoméstico, óbvio. Igrejas evangélicas comercializam a idéia de que agenciam o favor divino com exclusividade. E por esse serviço, cobram caro, muito caro. Afinal de contas, um produto celestial não pode ser considerado de quarta categoria. A "Brastemp" espiritual que os teleevangelistas oferecem vem do céu.O acesso ao milagre se complica, porque todos mercadejam o mesmo produto. Os critérios de escolha se reduzem a prazo de entrega, conforto e garantia.Opa, quase esqueci! As lojas, em conformidade com o Código do Consumidor, são obrigadas a dar garantia, mas as igrejas evangélicas não dão garantia alguma. O cliente nunca tem razão. Quando a filha morrer de leucemia, o pai, além de enlutado, será responsabilizado pela perda. Vai ter que escutar que a menina morreu porque ele “deu brecha” para o diabo, não foi fiel ou não teve fé.Mercadologicamente, Casas Bahia e Magazine Luiza estão bem à frente das igrejas. Melhor assim, geladeira nova é bem mais útil do que a ilusão do milagre.Soli Deo Gloria."Ricardo Gondim
6 de março de 2009

Mateus 10:32

Trata-se de um texto conhecido.
O que significa negar a Cristo?
Será que tem a ver apenas com negação verbal?
E quanto a Pedro que o negou três vezes?
Mesmo independentemente da aplicação salvífica, será que eu quero sofrer o que Pedro sofreu?
Reflitamos!
28 de fevereiro de 2009

Os sete níveis da intimidade

Torcida,

Hoje, graças a Deus, acabei com essa loucura de ficar lendo três livros ao mesmo tempo. Só dá de dois em dois...três é demais. Acabei de ler o livro cujo título é o mesmo desse post, que meu pai me emprestou com recomendação expressa para que eu lesse.

Como papai não costuma me indicar livros, fiquei curioso e resolvi ler. É bom (embora dê muitas voltas pra dizer a mesma coisa).

Escolhi dois trechos para compartilhar aqui no blog. Eis a primeira:

" A intimidade é uma experiência equivalente a escalar uma montanhã até o cume. Seu ápice é a colaboração dinâmica entre duas pessoas para garantir a realização das necessidades legítimas de ambas. Isso exige uma atenção constante. Não se pode colocar qualquer relacionamento no piloto automático. Precisamos estar constantemente aprimorando nossa capacidade de reconhecer as necessidades de quem amamos, mesmo quando nossos seres amados não conseguem reconhecer e expressar essas necessidades."

Isso é bem profundo. Outro trecho fala dos motivos pelos quais relacionamentos funcionam:

" As pessoas estabelecem um propósito comum, definindo com clareza o que constitui um bom relacionamento, com um bom planejamento realista, acreditando que podem dar certo e fazendo do relacionamento algo indispensável, perseverando e mantendo as promessas, cobrando um do outro esse mesmo compromisso, não desistindo diante dos problemas e procurando aconselhamento de qualidade, quando necessário."

É isso aí. Quero estabelecer isso com Paulinha.
25 de fevereiro de 2009

O Conhecimento de Deus

Torcida,

Nesse carnaval eu terminei um livro que o Rev. Fred Souto me deu de presente, cujo título é o mesmo desse post (ver lista ao lado).

Tenho lido, pregado, ouvido e tentado viver de acordo com o evangelho da graça que fala do amor de Deus, e não me arrependo disso.

No entanto, confesso que reconheço algumas armadilhas nessa jornada, sobretudo em função da nossa natureza pecadora e inclinação para buscar os caminhos mais curtos ou mais largos.

Um dessas armadilhas é esquecer do nosso chamado à obediência, à santidade. Nesse ponto, trago ao blog um trecho desse livro, muito perspicaz, como veremos:

"Qual é o propósito da graça? Primeiramente restaurar nossa comunhão com Deus. Quando Deus lança o fundamento deste relacionamento restaurado, pelo perdão dos nossos pecados ao confiarmos em seu filho, o faz para que a partir desse momento nós e ele possamos viver em comunhão. Ao renovar nossa natureza, Deus tenciona nos capacitar e, na realidade, nos levar ao exercício do amor, da confiança, da alegria, da esperança e da obediência concentrada nele - atos que, de nossa parte, compõem a realidade da comunhão com Deus, que se faz constantemente conhecido a nós. Este é o objetivo da obra da graça - conhecimento de Deus e mais profundo e comunhão mais constante com ele. A graça é Deus conduzindo os pecadores cada vez para mais perto de si."

Fantástico não é? Que Deus nos dê graça! E nós busquemos a obediência, por sua graça.
16 de fevereiro de 2009

Conselho que eu Repasso


Eu não costumo postar aqui coisas legais que leio em outros blogs etc...mas decidi fazer isso só hoje. É que eu gostei muito dessa frase acima e desses conselhos de Ricardo Gondin abaixo. Hoje descobri que vou ganhar uma sobrinha. Vou tentar influenciar ela desde a barriga da sua mãe, a seguir esse conselhos no futuro...rsrsrs


Recado aos meus (poucos) amigos
Comam brócolis.Não fujam do exame de próstata.Leiam bons romances.Façam exercício.Sacramentem amizades com um Cabernet.Evitem o Diogo Mainardi.Não tomem café depois das dez.Andem descalços em casa.Visitem um hospital para crianças com câncer uma vez por ano.Não esqueçam do aniversário de quem vocês amam.Comprem um dicionário – e consultem.Desliguem a televisão.Não discutam com quem “se acha”.Recitem um poema em voz alta toda semana.Não falem em corda em casa de enforcado.Leiam a Bíblia para um enfermo.Meditem com a porta do quarto trancada.Anotem endereços de blogs alternativos.Sejam moderados no açúcar e na gordura saturada - torresmo, nem pensar.Leiam o Alysson Amorim, o Elienai, a Geruza e o Paulo Brabo.Não percam as edições diárias do Pavablog nem quando estiverem na Manchúria.Nunca pilotem motocicleta, nem aceitem carona na garupa.Aprendam a gostar de música clássica – Johan Sebastian Bach é um bom começo.Reciclem o lixo de casa, do escritório, da igreja - e do coração.Não morram logo, por favor; preciso de vocês por perto.Soli Deo Gloria.

A diferença é que:
Eu não como Brócolis, fugirei do exame de próstata, não tomo vinho...rsrsrsrs

As semelhanças são:

Leio bons romances. Faço exercício. Evito o Diogo Mainardi. Não tomo café. Ando descalço em casa. Não esqueço do aniversário de quem amo (quase sempre). Não discuto com quem “se acha”. Recito poemas em voz alta. Medito com a porta do banheiro trancada...Anoto endereços de blogs alternativos. Leio Paulo Brabo e sou seguidor assíduo do Pavablog. Não piloto motocicleta, nem aceito carona na garupa. Gosto de música clássica ...rsrsrsrs

11 de fevereiro de 2009

Salmo 127 (Parte 1)

Diz a Bíblia:

"Se o Senhor Deus não edificar a casa, não adianta nada trabalhar para construí-la. Se o Senhor não proteger a cidade, não adianta nada os guardas ficarem vigiando.
Não adianta trabalhar demais para ganhar o pão, levantando cedo e deitando tarde, pois é Deus quem dá o sustento aos que ele ama, mesmo quando estão dormindo."

Se Deus não estiver à frente das nossas iniciativas (tudo o que fazemos), é melhor que a gente pare. Às vezes nos apegamos demais a coisas que, embora aparentemente boas, Deus não se interessa, pelo menos pra gente, num determinado momento. Essa é uma reflexão boa de se fazer: será que temos percebido Deus abençoando nossas iniciativas e as coisas fluem, ou temos lutado contra a corrente?

Outra boa reflexão: não adianta a fadiga enlouquecida dessa pós-modernidade, que atrapalha o bom hábito de exercitar disciplinas espirituais (leitura, oração, meditação etc), sem falar na família. Aos seus amados Ele abençoa com sustento enquanto dormem.

Essa declaração é base bíblica para que descansemos na certeza da provisão divina. Não é apologia à preguiça, mas um alerta ao equilíbrio.
Pedra Solta, 06/01/2009
7 de fevereiro de 2009

Mãe é Mãe

Hoje é aniversário da minha mãe. Eu estou momentaneamente longe dela sob o aspecto geográfico (eu em SP e ela em Porto de Galinhas).

Eu tenho escrito aqui muito sobre o fato de que no mundo temos aflições, sofremos, passamos por tribulações, perseguições, mas temos esperança, conforto, consolo e paz. Na roda gigante da vida, há tempo pra tudo, pra chorar e pra sorrir, pra plantar e pra colher.

Uma boa (e bíblica) forma de se manter o foco para além das circunstâncias da vida é alimentar o espírito de gratidão, que mantém a perspectiva correta e sistêmica da vida.

Nesse sentido, hoje é dia de expressar a Deus minha profunda gratidão pela bênção que é a minha mãe, Dona Kilsa, uma mulher e tanto.

É exemplo de sucesso na espiritualidade, família, carreira, ministério etc...

A sua influência sobre mim é visível, tanto sob o ponto de vista físico (genético) quanto sob o ponto de vista profissiográfico.

Não há palavras para traduzir essa gratidão, para demonstrar o meu amor, carinho, admiração e reconhecimento.

Que Deus a abençoe ainda mais! Amém.
6 de fevereiro de 2009

Angustias e Ansiedade

Hoje eu tive a oportunidade de ler o Salmo 143. Enquanto orava, senti o Senhor me falar algo muito pessoal.

Na NTLH - Nova Tradução da Linguagem de Hoje, versículo 11b, li o seguinte: "E, porque és bom, livra-me das minhas aflições."

Todos temos aflições. Eu oro para que que o Senhor me livre das minhas.

Andei lendo em algum lugar que a fé é o fim da ansiedade. Faço como Pedro e digo: Senhor, aumenta-me a fé!

Isso porque eu não tenho poder/condições de resolver todos os problemas e questões.

Mas Ele é bom! Descansemos nEle!
2 de fevereiro de 2009

Acampamento e Estar com Jesus

Sábado estivemos no Acampamento de Adolescentes. Dessa vez foi bem mais tranquilo pois só havia 80 acampantes (pra quem tá acostumado com 150), mas em compensação penso que deu pra ser um pouco mais profundo nas relações. Desde cedo eu já sentia (e conversávamos) que Deus deseja de nós um relacionamento e não somente uma obra, um serviço, um "sacrifício".

Assim, o dia valeu pra rirmos com Rodolfo (que está de férias em Recife), nos alegrarmos com a visita de Léo que tocou bateria com a gente (depois de muito tempo), e sua namorada, e valeu ainda para ter comunhão. Ainda de quebra servimos a Deus.

No final da noite eu vi que o Senhor havia feito muito pelos adolescentes e fiquei muito contente. Tive saudades de quem não pode ir com a gente (oramos por eles).

No domingo, lendo "Ultimato", me apeguei a um artigo de Valdir Steuernagel, da Visão Mundial, que estava ali publicado. Isso se aplica exatamente pra mim. Decidi pôs no blog, porque vale a pena. Vejam:

"Eu confesso que passei muitos anos sem perceber que a primeira razão pela qual Jesus chamou os discípulos foi “para que estivessem com ele”. Venho de uma tradição ativista e verbal em que seguir a Jesus significa envolver-se na pregação da Palavra. O importante é manter-se ativo e ocupar-se com o anúncio do evangelho até os confins da terra. Aprender a entender que Jesus nos chama “para estar com ele” tem sido uma caminhada significativa e difícil. Difícil porque sempre acabo achando que a relação com Jesus é operacional; que ela é melhor na medida em que “faço” mais coisas para ele e em seu nome. Significativa porque vou descobrindo que o ativismo gera muita superficialidade e pouca relação, e que não é isso que Jesus deseja. O que ele quer é construir conosco uma relação de intimidade e significado, onde estar com Jesus vale mais do fazer coisas para ele e em nome dele."
30 de janeiro de 2009

Conhecer e Prosseguir em Conhecer

Estou lendo agora dois livros (não é prática minha fazer isso, que é escola de Dona Ruth), mas enquanto eu estava iniciando a leitura de um, que me foi presenteado por Fred Souto (O Conhecimento de Deus - J.I.Packer), papai me emprestou outro, sobre intimidade. Depois eu os comentarei e lhes darei minha nota.

Mas o fato é que fui impactado por uma frase simples, mas extremamente verdadeira, a seguir: "Um pequeno conhecimento de Deus vale bem mais do que um grande conhecimento a respeito dEle".

Só se conhece alguém mesmo investindo tempo com a pessoa, ouvindo mais do que falando, prestando bem atenção aos seus atos e reações etc. E mais, quando você pensa que conhece alguém, de repente, é tomado por algo que causa surpresa.

Imagine isso aplicado ao conhecimento de Deus. Nunca será o suficiente. Por isso a ordem é para que conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor, muito mais do que obtermos informações (ainda que valiosas) a Seu respeito.

Eu posso até saber pouco a respeito de Deus, da Sua revelação, da Sua "história", mas o Seu amor, em graça e misericórdia, me permite conhecê-Lo mais e mais a cada dia, o que implica em conforto, alegria, gozo, paz e segurança.

Pra encarar essa vida de frente, com todas as lutas, perigos, hostes e imperfeições, é preciso coragem. Conhecer Deus nos dá essa coragem além do que nós mesmos podemos imaginar ou perceber. Coragem pra ousar e pra enfrentar a falha; coragem pra falar e pra "disdizer" o que se falou; coragem pra seguir em frente e coragem para desistir; enfim, coragem pra viver.

Bom final de semana, com muito conhecimento de Deus e coragem!
29 de janeiro de 2009

Um pouco mais sobre Sofrimento

Hoje eu deveria postar uma reflexão sobre "julgamento", baseada em Romanos, mas recebi uma notícia de alguém querido meu está sofrendo. Essa semana eu já postei um verso sobre semear com lágrimas, baseado no Salmo 126, mas decidi postar outra coisa que escrevi sobre esse assunto. Aí vai:

"John Stott me lembrou hoje (Ouça o Espírito Ouça o Mundo) que o sofrimento faz parte da vida, segundo os ensinamentos de Jesus.

Automaticamente lembrei-me também de uma mensagem maravilhosa de Ed René Kivitz (Coração Quebrantado - Youtube) onde ele dizia que, em sua percepção, aqueles que sofrem, normalmente são os que tem melhor oportunidade de ouvir a voz de Deus com facilidade.

O Salmo 126 lembra que Deus livrou o Seu povo do Exílio babilônico, o que é bom, mas finaliza arrematando que muito se semeou enquanto havia lágrimas.

Que Deus me ajude a viver nos montes e nos vales.
Pedra Solta, 06/01/2009"

Tenho lutado contra essa avalanche de conceitos de "auto-ajuda". Insisto que precisamos de ajuda do Alto, porque tem coisas que nos fazem sofrer e que não há auto-ajuda que resolva.

Conforto, felicidade e bem estar, meus amigos, estão no Senhor, no fruto do Espírito, no amor. O resto é perfumaria.
27 de janeiro de 2009

A Motivação Correta?

Depois de alguns dias com muita dor de ouvido, várias idas ao médido e a emergências, graças a Deus estou melhor e darei continuidade às reflexões "sem razão de ser" que fiz no retiro e continuo ruminando. Publico hoje mais uma também simples e profunda, a seguir:

"Diz Mt:5 38-42:

Mt 5.38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.
Mt 5.39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;
Mt 5.40 e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;
Mt 5.41 e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil.
Mt 5.42 Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes.

Desde criança eu sempre me entriguei com essa passagem, desde a lei da não resistência até a questão do desapego e generosidade.

Me questiono se, ao invés da aplicação da lei da não resistência (personificada por Jesus e ilustrada também por Ghandi), eu não estou simplesmente agindo sob influência da minha própria frouxidão ou falta de coragem para conflitos (sobretudo físicos).

Do seu turno, quanto à questão do desapego, a reflexão é sobre se eu sou de fato generoso ou se essa é apenas uma expressão de uma "fácil justiça", uma vez que Deus me proporcionou uma boa condição financeira. Em outras palavras, se Deus não continuar a prover como vem fazendo, de forma superabundante para mim, será que eu continuaria sendo fiel e generoso?

Esse exercício é sempre um alerta. O evangelho é o amor e nada vale se a motivação não for exatamente ele, o amor. Que o Senhor me ajude a amar!
Pedra Solta, 06 de janeiro de 2009."

Hoje, relendo essa reflexão, insisto para mim mesmo. O que faço, faço por amor? Continuo orando pedindo graça! Amém.
26 de janeiro de 2009

O Sorriso da Colheita

O poema musicado abaixo transcrito foi elaborado na Pedra Solta, e a inspiração óbvia é do Salmo 126.

"Fim de tarde e tudo parece tão frio
O sol não aquece e não vejo o seu brilho

No meu rosto, a expressão do vazio
Uma lágrima desce e suspiro sozinho

E eu pergunto ao Senhor o porquê do sofrer
Se Ele na cruz restaurou o meu viver
E logo me lembro que semear ao sofrer
Implicará sempre em sorrir ao colher

Então eu me apronto e preparo o violão
E sigo semeando e cantando uma canção!!"
22 de janeiro de 2009

Mariana

Ontem a noite nasceu Mariana, filha de Carlito e Lilian, a mais nova integrante do Fonte. rsrsrsrs

Ela é linda e, a princípio, puxou os olhos da mãe. Graças a Deus por esse milagre da vida, essa bênção e herança do Senhor na vida dos meus amigos.
Segue um versinho só para ela rir quando for mais velha.

Mariana, você é um presente!
Você já é muito amada.
Terá muita vida pela frente.
Crescerá em graça, com o coração e com a mente.
E será muito abençoada!

Você já é o xodó da família.
E não podemos deixar que você seja mimada.
Conte comigo pra seguir sua trilha.
Eu sou o titio que vou de ajudar, motivar e dar pilha.
Vai ser uma onda danada!

Vamos brincar, viajar e nos divertir.
Vamos orar, cantar e sorrir.
Vamos crescer e aprender a ouvir.
E vamos buscar, amar e servir.

Seja bem vinda!!
20 de janeiro de 2009

Fraqueza e Fortaleza

Deicidi parar um pouco a minha sucessão de postagens acerca do retiro, para registrar algo bom que me aconteceu ontem.
Tive um dia muito cheio, muito pesado, com muitas reuniões densas e tensas, algumas delas inesperadas, mas importantes. No caminho do trabalho para casa digiri refletindo acerca das minhas fraquezas, porque não "espinhos na carne", dificuldades etc.
Passei em casa bem rápido, peguei Paula e fui para a casa de Carlito, meu cumpadre (que reúne uma célula cristã em sua casa), para celebrar a chegada de Rodolfo e Suse de Petrolina para férias.
Lá chegando, fui confrontado com o seguinte texto, conhecidíssimo:

2Co 12.7-10:
E, para que me não exaltasse demais pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de que eu não me exalte demais; acerca do qual três vezes roguei ao Senhor que o afastasse de mim; e ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo.
Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou forte.

Foi-me dado um espinho na carne também? Não sei. Mas a graça do Senhor me basta. Para mim, Ele é suficiente e isso me sustenta. E como se não bastasse, o Seu poder se aperfeiçoa na minha fraqueza. Quão fantástica é essa percepção.

Que o poder de Deus repouse sobre mim, acabe com a minha arrogância e me mantenha sob a graça.

Devo sentir prazer nas necessidades, nas angústias. Que consolo! Quando sou fraco, aí então, meus amigos, é que sou forte!
Aleluia!
16 de janeiro de 2009

Equilíbrio - Eterna Busca

Razão e emoção devem andar juntos. O Salmo 32 mostra que Deus nos orienta a partir da nossa razão. Observe-se:

"Sl 32:9 - Não sejam comoo cavalo ou o burro, que não têm entendimento mas precisam ser controlados com freios e rédeas, caso contrário não obedecem."

Precisamos desenvolver esse lado racional da fé, posto que ter fé não é esquecer a razão. Ao contrário, nossa fé e nosso culto são racionais, lógicos e perfeitamente coerentes. Estudos de teologia podem ajudar.

Por outro lado, há lugar para a emoção em todas as facetas da vida cristã, inclusive no púlpito. Jesus demonstrou emoção diversas vezes, com alegria, tristeza, ira etc.

Temos que buscar equilibrar mente e coração, teologia com devoção, conhecimento com emoção, sabedoria com piedade.

Qualquer desequilíbrio nos é maléfico e é maléfico à igreja.

Pedra Solta, 06/01/2009
13 de janeiro de 2009

Saber Ouvir

No livro "Ouça o Espírito, Ouça o Mundo", John Stott escreveu um formidável capítulo sobre ouvir. Ele fala de sabermos ouvir Deus, às pessoas e o mundo, como sinal de atenção e amor verdadeiro. Fala que ouvir é uma ação e não significa nada passivo, mas sim deveríamos cultivar um "ouvido ativo", atento e interessado.

Eu falo demais e preciso aprender a ouvir ativamente e atentamente Deus, as pessoas ao meu redor, em amor, e o mundo, o clamor dos pobres etc.

Sei que há textos em Provérbios e em Tiago que sustentam a tese popular de que Deus nos deu dois ouvidos e uma boca porque gostaria que nós ouvíssemos pelo menos o dobro a mais do que falamos.

Ouvir aqui, no silêncio e na calmaria talvez seja mais fácil, mas a dificuldade de ouvir na rotina do mundo conteporâneo, na cidade, é um desafio enorme.

Além de orar como nunca, quero começar 2009 ouvindo como nunca, com a ajuda de Deus.

Pedra Solta, 05/01/2009
12 de janeiro de 2009

Salmo 120 - 1ª Parte

Decidi que iniciaria meditando nos salmos de peregrinação (Salmos 120 a 134)...segue a primeira reflexão:

"Na minha angústia clamo ao Senhor e ele me ouve."

Esse verso ressoou fortemente no meu coração, fazendo-me lembrar instantaneamente de uma newsletter que recebo do Pastor Caio Fábio, sobre a oração.

Vi que oro muito pouco. Há muita racionalização: eu sei que Deus tudo sabe, inclusive o que eu sinto e as palavras antes que se formem em minha boca, e, portanto, não oro com tanto afinco. Oro 24 horas por dia, em pensamento, em sentimento, em temor a Deus, mas muito pouco clamando, formulando as palavras.

As poucas vezes em que clamei em voz alta, lembro-me da enorme sensação de acolhida e resposta solidária vinda da parte de DEUS. Aleluia!

Clamei quando o leite de Paula não descia e ela teve mastite após o nascimento de Ivanzão e quando Paula ficou recentemente acamada, após o nascimento de Caio e esse clamor gerou coisas maravilhosas em mim e na minha família.

Fora isso, vejo que clamei muito pouco!

Não tenho que racionalizar. Tenho mais é que orar, clamar, formular as palavras na minha boca e proferí-las a Deus. Não sei por quê Deus quer assim, mas sei que é assim.

Eu amo ouvir Ivanzão me chamar, mesmo quando já sei que ele deseja minha presença. Amo ouvir a sua voz. Adoro respondê-lo. Talvez isso tenha alguma coisa a ver.

Sei que quero ser uma criança impotente na presença de um Pai amoroso, cuidadoso e presente!

Sítio da Pedra Solta, 05/01/2009

Ouça o Espírito Ouça o Mundo

Passei a semana passada em retiro no Sítio da Pedra Solta, em Bezerros - PE, o que foi muitíssimo proveitoso. De lá segui para Porto de Galinhas onde me encontrei com minha esposa e filhos e com meu amigo Pastor Márcio da Igreja Anglicana de João Pessoa (Paróquia Comunhão) com sua esposa e filhas.

Assim, estou de volta ao trabalho, recarregado.

O título desse post é o nome do livro que estou lendo agora, de autoria de John Stott (Editora ABU). É simplesmente fantástico.

Ouso dizer que tem sido a leitura mais proveitosa que fiz nos últimos 5 anos. Fala de como ser um cristão contemporâneo e aborda todas as questões relevantes da nossa época. Indico sem medo.

Esse mês pretendo publicar aqui algumas reflexões que fiz no retiro, para que não fiquem somente no meu subconsciente.

A tarde/noite posto a primeira.
4 de janeiro de 2009

IEVCA e Retiro

Hoje a noite preguei na IEVCA - Igreja Evangélica Congregacional Aliança (www.ievca.com.br), liderada pelo meu amigo e professor, Pastor Arthur Eduardo. Foi muito proveitoso. Trata-se de uma comunidade muito madura, o que é raro.

Amanhã estarei me ausentando do blog e de todos os outros lugares, pois farei meu retiro, até sexta-feira, no agreste de Pernambuco (Sítio da Pedra Solta - Serra Negra). Certamente, após o retiro, postarei algo para compartilhar.

Abaixo, um trecho da mensagem de hoje proferida na IEVCA:

"O Salmo 41:1 diz: “Como é feliz aquele que se interessa pelo pobre. O Senhor o livra em tempos de adversidade.” A Bíblia está repleta de conteúdo acerca da missão do povo de Deus em direção do pobre, do necessitado, do abatido e do injustiçado.

Há algum tempo, a sociedade tem sido exposta a muitas informações acerca da responsabilidade social empresarial, cidadania, ética e outros conceitos dessa natureza. Porém, pouco se vê de esforços organizados cristãos que demonstrem o interesse da igreja pela causa do pobre.

Ou seja, a atuação prática cristã voltada mais para a edificação pessoal e proclamação verbal do evangelho não é proporcional à intensidade da revelação (bíblia) sobre a urgência da causa do pobre e ao contexto social em que vivemos.

John Stott diz que a polarização desequilibrada na igreja mostra que há alguns exclusivamente preocupados com evangelismo e outros com ações político-sociais, e arremata dizendo que em nosso caso (protestantes) a falha característica é a primeira: proclamamos, mas não agimos e nem nos interessamos pelo pobre.

É certo que há o IDE, mas há também comissões para cuidarmos dos pobres, das viúvas etc. Onde estão os cristãos agraciados com os dons de misericórdia, de socorro, de serviço?

Penso que seja a hora (ou já passou da hora) de os cristãos decidirem investir nas iniciativas socialmente responsáveis, em suas mais diversas frentes, e de a igreja ser protagonista nesse processo de fortalecimento da sociedade civil organizada, mostrando-se ao mundo e salgando essa terra, seguindo a Jesus."

Até a volta.
2 de janeiro de 2009

O Artista sabe o fim, desde o começo!

video

Pois é. Bem vindo 2009!

Há uma música que eu curto muito, chamada "O Tapeceiro", de um cidadão chamado Stênio Március. Foi também gravada por João Alexandre.

Quando vi esse vídeo acima, lembrei-me imediatamente dessa canção.

O vídeo, como vocês podem ver, e a canção, falam de arte...pintura e tapeçaria, respectivamente...vejam parte da letra da canção:

"Minha vida é obra de tapeçaria. É tecida de cores alegres e vivas, que fazem contraste no meio das cores nubladas e tristes. Se você olha do avesso nem imagina o desfecho. No fim das contas, tudo se encaixa, tudo se explica, tudo coopera para o meu bem. Se você vê pelo lado certo, muda-se logo a expressão do rosto. Obra de arte, para honra e glória, do Tapeceiro!"

Que nesse ano que se inicia, possamos ver pelo lado certo. "Todas as cores da minha vida dignificam a Jesus Cristo, o Tapeceiro.

Esperemos sempre o final, para admirarmos a arte e aplaudirmos o "Artista".

Um abraço,