29 de janeiro de 2010

O Peregrino


Em muitos livros eu via referências a esse clássico. Em muitas aulas eu aprendi tanta coisa sobre essas alegorias. Chequei até a ler a biografia de John Bunyan, autor dessa peça tão significativa.


Mas só agora fui ler o livro, só pela curtição de ler e refletir a partir do seu simples, mas profundo texto.


E não me arrependi. Me identifiquei muitas vezes com "Cristão".


Nossa vida é uma peregrinação muito parecida com as alegorias desse livro. Que bom que o final é glorioso!
Mas essa leitura me lembra que o caminho é estreito...há muito sofrimento e demanda muita perseverança e graça!
13 de janeiro de 2010

Por quê sigo a Jesus?

(João 6:26) - Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.

Jesus repreendeu a multidão dizendo que ela o seguia não pelos sinais em si, mas porque comeram o pão multiplicado.

Isso gera uma reflexão: por quê seguimos a Jesus? Porque Ele tem suprido as necessidades, abençoado etc?

E se não houver fartura? E se outras coisas desandarem? O casamento, o emprego...

Por outro lado, há quem o siga porque nada têm, e vivem na expectativa de ver essa multiplicação de pães.

Aí a reflexão é a seguinte: se a multiplicação vier, seguirei a Jesus ainda? E se o tempo passar e nada ocorrer, perseverarei?

Sou da tese de que devemos o tempo todo estar nos cutucando e revendo nossas prioridades e motivações...isso faz parte do plano de desenvolvimento pessoal!
11 de janeiro de 2010

Máscaras e Aprovação


Acabei de ler o livro de John Ortberg. É muito bom. Penso que o autor se parece muito comigo, no que se refere ao tipo de tentação que o aflige.
O tempo fez ele entender (e eu estou aprendendo) que se preocupava muito com a administração da sua imagem perante outras pessoas, e que muito do que ele fazia cumpria o propósito obscuro de obter aprovação e louvor de homens.
É claro que isso de desejar certa aprovação é normal, mas há um limite.
Os problemas começam a aparecer quando as nossas atitudes passam a ser majoritariamente focadas para aprovação e preservação da imagem.
Pior ainda é quando a imagem (máscara) não é verdade real. Aí é problema certo.
Ou quando a aprovação não é por causa piedosa.
29 de dezembro de 2009

Esquizofrenia

Há uns dois anos, assisti um vídeo com um sermão do pastor John Ortberg, baseado no Livro de Ester e gostei muito da sua forma de pensar e de expor as Escrituras.

Na livraria, semana passada, me deparei com um livro de sua autoria, chamado "The life you´ve always wanted" e decidi comprar pra ler. Não me surpreendi. Esse cara é realmente muito bom.

Ele trata das disciplinas espirituais (oração, leitura, jejum etc) sob uma perspectiva da graça, com muita realidade e grande dose de crítica aos "super-homens cristãos".

Um trecho do livro eu achei interessante pra postar aqui: ele diz que a maioria das pessoas (não cristãs ativas) acha normal fechar os olhos e fazer uma oração, reza ou prece. Mas essas mesmas pessoas acham que ouvir a resposta dessas orações é pura esquizofrenia!

Rsrsrsrsrsrsrs. É mesmo! Somos tentados a ir aos extremos.

Uns acham que ouvem Deus o tempo todo, dizem por aí o que Deus quer, pensa, julga e decide! Desses eu quero quase sempre distância.

Mas outros (e eu me incluo) acham que Deus não responde a nossas orações diretamente.
Ora, não que eu racionalmente ache isso - mas a verdade é que vivo como se assim eu pensasse.

Começarei o ano mais uma vez em retiro de solitude, mas dessa vez vou focar em ouvir de DEUS algumas respostas a minhas orações. Por quê não? Se não me considero esquizofrênico ao falar incansavelmente com Ele, porque me consideraria anormal de querer ouvir Suas respostas diretamente para mim?

A busca pelo equilíbrio não pode nos tirar a fé, a noção da imanência divina, o caráter relacional de Deus e o caráter místico do Evangelho.

Até 2010, com reflexões do retiro e mais livros!
8 de dezembro de 2009

Pós-Modernidade

Acabei de ler o excelente livro: A igreja do outro lado, de Brian McLaren.

No começo me assustei por duas razôes:

1) a primeira é que o prefácio de Ed René Kivitz diz claramente que o livro teria poucos leitores no Brasil, pois somos pré-modernos e quando muito, modernos, de forma que o universo de pessoas pra quem o livro seria relevante era pequeno...me perguntei se eu estaria nesse universo.
2) a segunda é que no início do livro eu não estava entendendo muito bem onde o Autor queria chegar e isso me fez concluir que de fato o livro não era pra mim...

Mas o fato é que eu adorei o livro. É sensacional. Ele vem ao encontro de tudo que venho lendo ultimamente. Mostra o que precisamos saber pra viver a realidade do evangelho nos dias de hoje, se quisermos comunicar alguma coisa verdadeiramente.

A igreja do outro lado é a igreja ideal...é a igreja relevante...é a igreja como deve ser e não como a vemos e a vivemos hoje.

O livro é um convite à auto-avaliação.