6 de novembro de 2009

Evangelização no Mercado Pós-Moderno


Depois de viajar muito (Brasília/Rio/Fortaleza/Guatemala), estou parando pra postar algo sobre esse livro ao lado, que acabei de ler.
Robson Ramos acertou nesse livro. Ele inicia falando sobre a mente cristã e os desafios dos cristãos atuais em comunicar e viver.

“Saber articular uma apresentação do evangelho que seja ao mesmo tempo fiel às Escrituras e relevante do mercado das idéias é um questão crucial para o cristão – especialmente em nosso contexto cultural, que oferece um cardápio de experiências religiosas bastante variado.”

Temos problemas nas duas frentes: de um lado, os que se dizem cristãos, majoritariamente, não conseguem expor o plano de salvação de forma coerente com as Escrituras; de outro lado, os que conseguem fazer isso não conseguem se comunicar com as pessoas e suas necessidades modernas.

Isso ocorre porque as pessoas não possuem mais a mesma cosmovisão que possuíam em tempos passados.

“Cosmovisão é o conjunto de pressuposições e conceitos que temos conscientemente ou não, com o qual interpretamos todas as informações e a realidade com a qual somos confrontados diariamente.”

Essa cosmovisão muda como muda o (in)consciente coletivo. Assim, as pessoas precisam refletir e pensar com que “óculos” estão enxergando o mundo, para agirem.

Sim, porque só a reflexão também não produz mudança, não melhora a comunicação.

“A reflexão sem ação carece de autoridade, que surge da práxis na qual a reflexão é testada.”

Portanto, os cristãos devem refletir e agir de acordo com essa reflexão que ajusta a vida e o discurso, de acordo com a realidade atual.

Se não houver essa reflexão e ação, corre-se o risco de as pessoas se tornarem alienadas vivendo uma espiritualidade quase que sectária.

“Se o caráter e a criação de Deus permanecem como um enigma para nós, então todo o nosso zelo, nossas orações e nossos Louvorzões caem como devoção cega. Nossa religiosidade se regenera em superstição e nossa liturgia se transforma em encantamento.”

A reflexão sobre a cosmovisão tem a ver com conhecer a criação e suas particularidades. A ação tem a ver com o nosso culto racional.

Isso gera efeito imediato na forma como se pensa a evangelização. Não se pode comunicar algo a alguém eficazmente sem conhecer essa pessoa. Não há boa comunicação sem bom relacionamento.

“Acham que estão fazendo grande coisa ao convidar um colega para ir à igreja. Mas não são capazes de abrir mão de sua agenda de crente bem comportado – louvorzões, acampamentos, ensaio do conjunto dos jovens, namoro com o “gato” ou a “gata” da igreja – para investir no aperfeiçoamento da fé, e muito menos na vida daqueles que ainda não conhecem a Cristo.”


O modelo de evangelização majoritariamente empregado prescinde do relacionamento e funciona razoavelmente num campo limitadíssimo.

“Se estamos falando com alguém interessado temos êxito. Mas se a pessoa não está interessada, aberta nem tampouco sentindo-se necessitada de conhecer (...) ficamos como “peixe fora d´água”.

Além disso tudo, o Autor fala sobre a carreira missionária, dizendo que um chamado pode ser mal-interpretado consciente ou inconscientemente como sendo uma oportunidade de alcançar reconhecimento ou status.

Como há muita gente “trabalhando”, sem chamado, o doador passa também a ser mais seletivo, e os recursos, por conseqüência, mais limitados, o que facilita o aumento dos chamados “fazedores de tendas”.

Esse modelo de missionários bivocacionados é muito bom para o mercado pós-moderno sincretista, porque se baseia em relacionamentos e não em partidarismos. Como bem diz o Autor, o que Paulo fez e o missionário bivocacionado deve fazer é:

“...apresentar uma outra cosmovisão, e com base na exposição desta, conclama ao arrependimento...”

As pessoas não querem conversa, querem encarnação, já que não procuram a verdade, mas o que é real!
Vale a pena!
26 de outubro de 2009

Missões Brasileiras

Acabei de chegar de Fortaleza. Lá, além de passearmos com meus cumpadres Will e Virna, Paula e eu visitamos Carlos Queiroz no seu sítio que fica na cidade de Caucáia, na região metropolitana da Capital Cearense.

Além de ótima conversa, de comer doce de banana e suco de caju, ganhamos de presente esse livro ao lado. Trata-se de coletânia de palestras, trabalhos e testemunhos produzidos por ocasião do V Congresso Brasileiro de Missões.

No avião de volta eu já li alguns trechos que valem a pena, como o artigo de Paul Freston, mas gostaria de destacar aqui, o que foi denunciado por Carlos Queiroz, em sua palestra transcrita no livro.

Sinteticamente, ele reclama de modelos que destacam: 1) a separação entre o clero (especialista da religião) e a plebe (cliente); 2) a supervalorização do "templo" ou de qualquer outro lugar, que recebe algum tipo de "valor espiritual agregado" por abrigar a empresa religiosa; 3) o fluxo do dinheiro na perspectiva mercantilista, como contra-prestação de serviços (clientelismo); 4) a manutenção de elementos "sagrados", os quais só podem ser assim definidos pelos especialistas religiosos, potencialmente negociáveis, por terem valor espiritual agregado.

Para bom entendedor, esse resuminho basta!
23 de outubro de 2009

De glória em glória!

Estou cada vez mais longe, e o caminho é esse mesmo!

Acabei de ler o livro do Max Lucado, sobre o qual escrevi há poucos dias. Esse tema do medo é realmente fantástico.

Li esse livro aplicando diretamente as reflexões inspiradíssimas na minha vida. Estou certo de que qualquer pessoa que leia o livro, de coração aberto, o apreciará também, se for honesto.

Podemos temer o fracasso, a calamidade, a mudança, a rejeição etc...certo é que tememos muito, sem necessidade. Deus e Jesus disseram várias vezes: Não Temas!

Eu estou buscando verdadeiramente ser como Jesus. Ser é o bastante. Quero ser manso, amoroso, atencioso, firme, livre etc...mas estou muito longe desse alvo...quanto mais conheço Jesus, mais vejo que estou longe...eu temo demais ainda...

É um absurdo e eu tenho vergonha de admitir que, enquanto posto essas palavras, num assento de avião, estou sofrendo de: 1) vitiligo (despigmentação da pele); 2) psoríase (feridas no coro cabeludo e nas orelhas); e 3) três aftas na boca.

Existe isso? Tudo é emocional, por causa da minha ansiedade...ansiedade é medo! Eu sei que não tem razão pra isso...conscientemente não vejo razão pra isso...mas o que não é tão consciente é mais difícil de controlar...mas com a ajuda de Jesus vou nesse caminho...

Vou seguindo...vou melhorar desses sintomas e melhor, dessa ansiedade medrosa sem razão de ser...vou sofrer menos disso, pra depois Jesus me mostrar outro sofrimento pra eu enfrentar...
13 de outubro de 2009

Medo


Estou lendo o livro "Sem medo de viver", de Max Lucado. Não sou muito fã do autor, que na minha concepção, é muito meloso e repetitivo. Mas reconheço seu talento, especialmente escrevendo devocionalmente para novos seguidores, recém chegados ao caminho.


Ganhei esse livro do Sérgio Pavarini (pavablog, da lista de blogs ao lado), a quem agradeço muito.


Isso é que é bom. Ler um livro que ganhei (certamente não compraria), sem expectativas...e se surpreender!
Logo no início, o livro diz o seguinte:
"Quanto mais inseguros nos sentimos, mais malvados nos tornamos”.

“O medo libera o tirano dentro de nós.”
Isso me fez lembrar meu filho, que com menos de três anos de idade, já dormia na casa de um amigo da escola, sem medo ou qualquer problema...nem saudade ele tem da gente....rsrsrs...Paula um dia comentou comigo que não sabia se ficava feliz pela segurança e independência dele ou triste com medo de aos cinco anos ele decidir ir morar sozinho...rsrsrsrs
Mas nos regozijamos na sua segurança, reflexo do nosso amor.
E eu desejo estar seguro sempre, como reflexo do amor de Deus por mim, para não me tornar malvado, tirano, covarde etc...
O perfeito amor lança fora todo o medo!!!!
Hoje estou com um amigo-irmão numa situação difícil - com sua mãe em coma, com grave risco de vida. Estamos em sofrimento, choro, e um sentimento horrível de impotência.
Mas esse amor de Deus que traz segurança, coragem, e força é que nos sustenta...é isso...socorro bem presente na tribulação...companhia...consolo...e amigos!
Bola pra frente!
9 de outubro de 2009

Nota 10

Acabei de ler e dei nota 10 a "Ser é o bastante", sobre felicidade, simplicidade, prufundidade, Sermão do Monte etc...

Nota 10 porque o livro não é dogma, é liberdade pura.

O capítulo que fala das riquezas e de como elas produzem ansiedade é tão perfeito que eu lia sem acreditar que alguém poderia ter essas sacadas e escrevê-las de forma tão simples, direta e ao mesmo tempo poderosa.

O título já diz tudo.

É uma luta diária encontrar sentido nessa caminhada de tentar ser parecido com Jesus, cheio de amor, do fruto do Espírito. Mudar a minha realidade. Ser gente. Humano, a despeito da desumanidade do meu tempo.

Putz, são tantas reflexões...