Há uns dois anos, assisti um vídeo com um sermão do pastor John Ortberg, baseado no Livro de Ester e gostei muito da sua forma de pensar e de expor as Escrituras.
Na livraria, semana passada, me deparei com um livro de sua autoria, chamado "The life you´ve always wanted" e decidi comprar pra ler. Não me surpreendi. Esse cara é realmente muito bom.
Ele trata das disciplinas espirituais (oração, leitura, jejum etc) sob uma perspectiva da graça, com muita realidade e grande dose de crítica aos "super-homens cristãos".
Um trecho do livro eu achei interessante pra postar aqui: ele diz que a maioria das pessoas (não cristãs ativas) acha normal fechar os olhos e fazer uma oração, reza ou prece. Mas essas mesmas pessoas acham que ouvir a resposta dessas orações é pura esquizofrenia!
Rsrsrsrsrsrsrs. É mesmo! Somos tentados a ir aos extremos.
Uns acham que ouvem Deus o tempo todo, dizem por aí o que Deus quer, pensa, julga e decide! Desses eu quero quase sempre distância.
Mas outros (e eu me incluo) acham que Deus não responde a nossas orações diretamente.
Ora, não que eu racionalmente ache isso - mas a verdade é que vivo como se assim eu pensasse.
Começarei o ano mais uma vez em retiro de solitude, mas dessa vez vou focar em ouvir de DEUS algumas respostas a minhas orações. Por quê não? Se não me considero esquizofrênico ao falar incansavelmente com Ele, porque me consideraria anormal de querer ouvir Suas respostas diretamente para mim?
A busca pelo equilíbrio não pode nos tirar a fé, a noção da imanência divina, o caráter relacional de Deus e o caráter místico do Evangelho.
Até 2010, com reflexões do retiro e mais livros!
8 de dezembro de 2009
Pós-Modernidade
Acabei de ler o excelente livro: A igreja do outro lado, de Brian McLaren.
No começo me assustei por duas razôes:
1) a primeira é que o prefácio de Ed René Kivitz diz claramente que o livro teria poucos leitores no Brasil, pois somos pré-modernos e quando muito, modernos, de forma que o universo de pessoas pra quem o livro seria relevante era pequeno...me perguntei se eu estaria nesse universo.
2) a segunda é que no início do livro eu não estava entendendo muito bem onde o Autor queria chegar e isso me fez concluir que de fato o livro não era pra mim...
Mas o fato é que eu adorei o livro. É sensacional. Ele vem ao encontro de tudo que venho lendo ultimamente. Mostra o que precisamos saber pra viver a realidade do evangelho nos dias de hoje, se quisermos comunicar alguma coisa verdadeiramente.
A igreja do outro lado é a igreja ideal...é a igreja relevante...é a igreja como deve ser e não como a vemos e a vivemos hoje.
O livro é um convite à auto-avaliação.
No começo me assustei por duas razôes:
1) a primeira é que o prefácio de Ed René Kivitz diz claramente que o livro teria poucos leitores no Brasil, pois somos pré-modernos e quando muito, modernos, de forma que o universo de pessoas pra quem o livro seria relevante era pequeno...me perguntei se eu estaria nesse universo.
2) a segunda é que no início do livro eu não estava entendendo muito bem onde o Autor queria chegar e isso me fez concluir que de fato o livro não era pra mim...
Mas o fato é que eu adorei o livro. É sensacional. Ele vem ao encontro de tudo que venho lendo ultimamente. Mostra o que precisamos saber pra viver a realidade do evangelho nos dias de hoje, se quisermos comunicar alguma coisa verdadeiramente.
A igreja do outro lado é a igreja ideal...é a igreja relevante...é a igreja como deve ser e não como a vemos e a vivemos hoje.
O livro é um convite à auto-avaliação.
5 de dezembro de 2009
Semana
SEMANA
Uma pausa nos escritos impessoais sobre livros, para postar algo bem pessoal.
No domingo o Náutico caiu pra série B;
Na segunda tive que ajudar um homem que caiu com epilepsia na calçada da minha casa e eu achei que estava morrendo;
Na terça de manhã bem cedinho (06:00hs) acordo com a notícia de que nasceram as gêmeas de um amigo prematuríssimas, com risco de morte; chego no escritório e descubro que uma grande amiga solteira e jovem que trabalha comigo talvez tenha que retirar o útero e não poderá ter filhos; a tarde recebo a notícia de que o candidato a presidente do Náutico que eu apoiava desistiu da disputa nos deixando na mão, sem possibilidade de nova candidatura; chego em casa Caio está com febre;
Na quarta meio dia uma das gêmeas falece em São Paulo (Alice) e a outra tem menos de 500 gramas e está fazendo diálise;
Na quinta houve trégua pra eu administrar a rotina;
Na sexta faleceu um grande amigo da família, Pedoca, de quem eu era fã; por essa razão, meu irmão/cunhada e meus pais desistiram de vir comigo a São Paulo visitar meu outro irmão/cunhada/sobrinha. Como se não bastasse tive que trabalhar até nove da noite numa urgência que apareceu.
Hoje é sábado. Acabei de chegar em solo paulista e por enquanto há trégua. Estou cansado em todas as esferas possíveis e imaginárias. Vou visitar a gêmea remanescente (Beatriz) e seus pais que estão infinitamente mais cansados do que eu. Que barra!
Espero que a semana que se inicia amanhã seja menos pesada.
Uma pausa nos escritos impessoais sobre livros, para postar algo bem pessoal.
No domingo o Náutico caiu pra série B;
Na segunda tive que ajudar um homem que caiu com epilepsia na calçada da minha casa e eu achei que estava morrendo;
Na terça de manhã bem cedinho (06:00hs) acordo com a notícia de que nasceram as gêmeas de um amigo prematuríssimas, com risco de morte; chego no escritório e descubro que uma grande amiga solteira e jovem que trabalha comigo talvez tenha que retirar o útero e não poderá ter filhos; a tarde recebo a notícia de que o candidato a presidente do Náutico que eu apoiava desistiu da disputa nos deixando na mão, sem possibilidade de nova candidatura; chego em casa Caio está com febre;
Na quarta meio dia uma das gêmeas falece em São Paulo (Alice) e a outra tem menos de 500 gramas e está fazendo diálise;
Na quinta houve trégua pra eu administrar a rotina;
Na sexta faleceu um grande amigo da família, Pedoca, de quem eu era fã; por essa razão, meu irmão/cunhada e meus pais desistiram de vir comigo a São Paulo visitar meu outro irmão/cunhada/sobrinha. Como se não bastasse tive que trabalhar até nove da noite numa urgência que apareceu.
Hoje é sábado. Acabei de chegar em solo paulista e por enquanto há trégua. Estou cansado em todas as esferas possíveis e imaginárias. Vou visitar a gêmea remanescente (Beatriz) e seus pais que estão infinitamente mais cansados do que eu. Que barra!
Espero que a semana que se inicia amanhã seja menos pesada.
11 de novembro de 2009
Veja Sua Cidade Com Outros Olhos
Acabei de ler o livro, cujo título é o mesmo desse post. Esse livro, do pastor Ariovaldo Ramos, caiu no meu colo numa hora boa, porque, na minha opinião, tem tudo a ver com o livro que li imediatamente antes desse (Evangelização no mercado Pós-Moderno).
Eu escolhi um parágrafo para transcrever aqui no blog, porque isso precisa ser lido e apregoado por aí, mais do que tem sido. Vejam que coisa fantástica.
Ariovaldo vem falando que nas cidades os homens correm muito e estão sempre cansados etc...aí ele arremata:
"A Igreja, portanto, percebenmdo isso, tem de - a exemplo do Senhor - apresentar-se á cidade como a antítese da vida da cidade. Um lugar de refrigério e de descanso para estes esgotados. Isto quer dizer que, se na cidade hpa competição, na Igreja deve haver cooperação; se lá, há perda de identidade, aqui, deve haver pleno auto-conhecimento; se naquela, há solidão, nesta, deve haver comunidade."
É isso...aprendamos como Igreja a oferecer essa antítese urbana...a oferecer vida...a oferecer Jesus - a vida abundante!
Eu escolhi um parágrafo para transcrever aqui no blog, porque isso precisa ser lido e apregoado por aí, mais do que tem sido. Vejam que coisa fantástica.
Ariovaldo vem falando que nas cidades os homens correm muito e estão sempre cansados etc...aí ele arremata:
"A Igreja, portanto, percebenmdo isso, tem de - a exemplo do Senhor - apresentar-se á cidade como a antítese da vida da cidade. Um lugar de refrigério e de descanso para estes esgotados. Isto quer dizer que, se na cidade hpa competição, na Igreja deve haver cooperação; se lá, há perda de identidade, aqui, deve haver pleno auto-conhecimento; se naquela, há solidão, nesta, deve haver comunidade."
É isso...aprendamos como Igreja a oferecer essa antítese urbana...a oferecer vida...a oferecer Jesus - a vida abundante!
6 de novembro de 2009
Evangelização no Mercado Pós-Moderno

Depois de viajar muito (Brasília/Rio/Fortaleza/Guatemala), estou parando pra postar algo sobre esse livro ao lado, que acabei de ler.
Robson Ramos acertou nesse livro. Ele inicia falando sobre a mente cristã e os desafios dos cristãos atuais em comunicar e viver.
“Saber articular uma apresentação do evangelho que seja ao mesmo tempo fiel às Escrituras e relevante do mercado das idéias é um questão crucial para o cristão – especialmente em nosso contexto cultural, que oferece um cardápio de experiências religiosas bastante variado.”
Temos problemas nas duas frentes: de um lado, os que se dizem cristãos, majoritariamente, não conseguem expor o plano de salvação de forma coerente com as Escrituras; de outro lado, os que conseguem fazer isso não conseguem se comunicar com as pessoas e suas necessidades modernas.
Isso ocorre porque as pessoas não possuem mais a mesma cosmovisão que possuíam em tempos passados.
“Cosmovisão é o conjunto de pressuposições e conceitos que temos conscientemente ou não, com o qual interpretamos todas as informações e a realidade com a qual somos confrontados diariamente.”
Essa cosmovisão muda como muda o (in)consciente coletivo. Assim, as pessoas precisam refletir e pensar com que “óculos” estão enxergando o mundo, para agirem.
Sim, porque só a reflexão também não produz mudança, não melhora a comunicação.
“A reflexão sem ação carece de autoridade, que surge da práxis na qual a reflexão é testada.”
Portanto, os cristãos devem refletir e agir de acordo com essa reflexão que ajusta a vida e o discurso, de acordo com a realidade atual.
Se não houver essa reflexão e ação, corre-se o risco de as pessoas se tornarem alienadas vivendo uma espiritualidade quase que sectária.
“Se o caráter e a criação de Deus permanecem como um enigma para nós, então todo o nosso zelo, nossas orações e nossos Louvorzões caem como devoção cega. Nossa religiosidade se regenera em superstição e nossa liturgia se transforma em encantamento.”
A reflexão sobre a cosmovisão tem a ver com conhecer a criação e suas particularidades. A ação tem a ver com o nosso culto racional.
Isso gera efeito imediato na forma como se pensa a evangelização. Não se pode comunicar algo a alguém eficazmente sem conhecer essa pessoa. Não há boa comunicação sem bom relacionamento.
“Acham que estão fazendo grande coisa ao convidar um colega para ir à igreja. Mas não são capazes de abrir mão de sua agenda de crente bem comportado – louvorzões, acampamentos, ensaio do conjunto dos jovens, namoro com o “gato” ou a “gata” da igreja – para investir no aperfeiçoamento da fé, e muito menos na vida daqueles que ainda não conhecem a Cristo.”
O modelo de evangelização majoritariamente empregado prescinde do relacionamento e funciona razoavelmente num campo limitadíssimo.
“Se estamos falando com alguém interessado temos êxito. Mas se a pessoa não está interessada, aberta nem tampouco sentindo-se necessitada de conhecer (...) ficamos como “peixe fora d´água”.
Além disso tudo, o Autor fala sobre a carreira missionária, dizendo que um chamado pode ser mal-interpretado consciente ou inconscientemente como sendo uma oportunidade de alcançar reconhecimento ou status.
Como há muita gente “trabalhando”, sem chamado, o doador passa também a ser mais seletivo, e os recursos, por conseqüência, mais limitados, o que facilita o aumento dos chamados “fazedores de tendas”.
Esse modelo de missionários bivocacionados é muito bom para o mercado pós-moderno sincretista, porque se baseia em relacionamentos e não em partidarismos. Como bem diz o Autor, o que Paulo fez e o missionário bivocacionado deve fazer é:
“...apresentar uma outra cosmovisão, e com base na exposição desta, conclama ao arrependimento...”
As pessoas não querem conversa, querem encarnação, já que não procuram a verdade, mas o que é real!
“Saber articular uma apresentação do evangelho que seja ao mesmo tempo fiel às Escrituras e relevante do mercado das idéias é um questão crucial para o cristão – especialmente em nosso contexto cultural, que oferece um cardápio de experiências religiosas bastante variado.”
Temos problemas nas duas frentes: de um lado, os que se dizem cristãos, majoritariamente, não conseguem expor o plano de salvação de forma coerente com as Escrituras; de outro lado, os que conseguem fazer isso não conseguem se comunicar com as pessoas e suas necessidades modernas.
Isso ocorre porque as pessoas não possuem mais a mesma cosmovisão que possuíam em tempos passados.
“Cosmovisão é o conjunto de pressuposições e conceitos que temos conscientemente ou não, com o qual interpretamos todas as informações e a realidade com a qual somos confrontados diariamente.”
Essa cosmovisão muda como muda o (in)consciente coletivo. Assim, as pessoas precisam refletir e pensar com que “óculos” estão enxergando o mundo, para agirem.
Sim, porque só a reflexão também não produz mudança, não melhora a comunicação.
“A reflexão sem ação carece de autoridade, que surge da práxis na qual a reflexão é testada.”
Portanto, os cristãos devem refletir e agir de acordo com essa reflexão que ajusta a vida e o discurso, de acordo com a realidade atual.
Se não houver essa reflexão e ação, corre-se o risco de as pessoas se tornarem alienadas vivendo uma espiritualidade quase que sectária.
“Se o caráter e a criação de Deus permanecem como um enigma para nós, então todo o nosso zelo, nossas orações e nossos Louvorzões caem como devoção cega. Nossa religiosidade se regenera em superstição e nossa liturgia se transforma em encantamento.”
A reflexão sobre a cosmovisão tem a ver com conhecer a criação e suas particularidades. A ação tem a ver com o nosso culto racional.
Isso gera efeito imediato na forma como se pensa a evangelização. Não se pode comunicar algo a alguém eficazmente sem conhecer essa pessoa. Não há boa comunicação sem bom relacionamento.
“Acham que estão fazendo grande coisa ao convidar um colega para ir à igreja. Mas não são capazes de abrir mão de sua agenda de crente bem comportado – louvorzões, acampamentos, ensaio do conjunto dos jovens, namoro com o “gato” ou a “gata” da igreja – para investir no aperfeiçoamento da fé, e muito menos na vida daqueles que ainda não conhecem a Cristo.”
O modelo de evangelização majoritariamente empregado prescinde do relacionamento e funciona razoavelmente num campo limitadíssimo.
“Se estamos falando com alguém interessado temos êxito. Mas se a pessoa não está interessada, aberta nem tampouco sentindo-se necessitada de conhecer (...) ficamos como “peixe fora d´água”.
Além disso tudo, o Autor fala sobre a carreira missionária, dizendo que um chamado pode ser mal-interpretado consciente ou inconscientemente como sendo uma oportunidade de alcançar reconhecimento ou status.
Como há muita gente “trabalhando”, sem chamado, o doador passa também a ser mais seletivo, e os recursos, por conseqüência, mais limitados, o que facilita o aumento dos chamados “fazedores de tendas”.
Esse modelo de missionários bivocacionados é muito bom para o mercado pós-moderno sincretista, porque se baseia em relacionamentos e não em partidarismos. Como bem diz o Autor, o que Paulo fez e o missionário bivocacionado deve fazer é:
“...apresentar uma outra cosmovisão, e com base na exposição desta, conclama ao arrependimento...”
As pessoas não querem conversa, querem encarnação, já que não procuram a verdade, mas o que é real!
Vale a pena!
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