Saber Ouvir
Eu falo demais e preciso aprender a ouvir ativamente e atentamente Deus, as pessoas ao meu redor, em amor, e o mundo, o clamor dos pobres etc.
Sei que há textos em Provérbios e em Tiago que sustentam a tese popular de que Deus nos deu dois ouvidos e uma boca porque gostaria que nós ouvíssemos pelo menos o dobro a mais do que falamos.
Ouvir aqui, no silêncio e na calmaria talvez seja mais fácil, mas a dificuldade de ouvir na rotina do mundo conteporâneo, na cidade, é um desafio enorme.
Além de orar como nunca, quero começar 2009 ouvindo como nunca, com a ajuda de Deus.
Pedra Solta, 05/01/2009
Salmo 120 - 1ª Parte
"Na minha angústia clamo ao Senhor e ele me ouve."
Esse verso ressoou fortemente no meu coração, fazendo-me lembrar instantaneamente de uma newsletter que recebo do Pastor Caio Fábio, sobre a oração.
Vi que oro muito pouco. Há muita racionalização: eu sei que Deus tudo sabe, inclusive o que eu sinto e as palavras antes que se formem em minha boca, e, portanto, não oro com tanto afinco. Oro 24 horas por dia, em pensamento, em sentimento, em temor a Deus, mas muito pouco clamando, formulando as palavras.
As poucas vezes em que clamei em voz alta, lembro-me da enorme sensação de acolhida e resposta solidária vinda da parte de DEUS. Aleluia!
Clamei quando o leite de Paula não descia e ela teve mastite após o nascimento de Ivanzão e quando Paula ficou recentemente acamada, após o nascimento de Caio e esse clamor gerou coisas maravilhosas em mim e na minha família.
Fora isso, vejo que clamei muito pouco!
Não tenho que racionalizar. Tenho mais é que orar, clamar, formular as palavras na minha boca e proferí-las a Deus. Não sei por quê Deus quer assim, mas sei que é assim.
Eu amo ouvir Ivanzão me chamar, mesmo quando já sei que ele deseja minha presença. Amo ouvir a sua voz. Adoro respondê-lo. Talvez isso tenha alguma coisa a ver.
Sei que quero ser uma criança impotente na presença de um Pai amoroso, cuidadoso e presente!
Sítio da Pedra Solta, 05/01/2009
Ouça o Espírito Ouça o Mundo
Assim, estou de volta ao trabalho, recarregado.
O título desse post é o nome do livro que estou lendo agora, de autoria de John Stott (Editora ABU). É simplesmente fantástico.
Ouso dizer que tem sido a leitura mais proveitosa que fiz nos últimos 5 anos. Fala de como ser um cristão contemporâneo e aborda todas as questões relevantes da nossa época. Indico sem medo.
Esse mês pretendo publicar aqui algumas reflexões que fiz no retiro, para que não fiquem somente no meu subconsciente.
A tarde/noite posto a primeira.
IEVCA e Retiro
Amanhã estarei me ausentando do blog e de todos os outros lugares, pois farei meu retiro, até sexta-feira, no agreste de Pernambuco (Sítio da Pedra Solta - Serra Negra). Certamente, após o retiro, postarei algo para compartilhar.
Abaixo, um trecho da mensagem de hoje proferida na IEVCA:
"O Salmo 41:1 diz: “Como é feliz aquele que se interessa pelo pobre. O Senhor o livra em tempos de adversidade.” A Bíblia está repleta de conteúdo acerca da missão do povo de Deus em direção do pobre, do necessitado, do abatido e do injustiçado.
Há algum tempo, a sociedade tem sido exposta a muitas informações acerca da responsabilidade social empresarial, cidadania, ética e outros conceitos dessa natureza. Porém, pouco se vê de esforços organizados cristãos que demonstrem o interesse da igreja pela causa do pobre.
Ou seja, a atuação prática cristã voltada mais para a edificação pessoal e proclamação verbal do evangelho não é proporcional à intensidade da revelação (bíblia) sobre a urgência da causa do pobre e ao contexto social em que vivemos.
John Stott diz que a polarização desequilibrada na igreja mostra que há alguns exclusivamente preocupados com evangelismo e outros com ações político-sociais, e arremata dizendo que em nosso caso (protestantes) a falha característica é a primeira: proclamamos, mas não agimos e nem nos interessamos pelo pobre.
É certo que há o IDE, mas há também comissões para cuidarmos dos pobres, das viúvas etc. Onde estão os cristãos agraciados com os dons de misericórdia, de socorro, de serviço?
Penso que seja a hora (ou já passou da hora) de os cristãos decidirem investir nas iniciativas socialmente responsáveis, em suas mais diversas frentes, e de a igreja ser protagonista nesse processo de fortalecimento da sociedade civil organizada, mostrando-se ao mundo e salgando essa terra, seguindo a Jesus."
Até a volta.
O Artista sabe o fim, desde o começo!
Pois é. Bem vindo 2009!
Há uma música que eu curto muito, chamada "O Tapeceiro", de um cidadão chamado Stênio Március. Foi também gravada por João Alexandre.
Quando vi esse vídeo acima, lembrei-me imediatamente dessa canção.
O vídeo, como vocês podem ver, e a canção, falam de arte...pintura e tapeçaria, respectivamente...vejam parte da letra da canção:
"Minha vida é obra de tapeçaria. É tecida de cores alegres e vivas, que fazem contraste no meio das cores nubladas e tristes. Se você olha do avesso nem imagina o desfecho. No fim das contas, tudo se encaixa, tudo se explica, tudo coopera para o meu bem. Se você vê pelo lado certo, muda-se logo a expressão do rosto. Obra de arte, para honra e glória, do Tapeceiro!"
Que nesse ano que se inicia, possamos ver pelo lado certo. "Todas as cores da minha vida dignificam a Jesus Cristo, o Tapeceiro.
Esperemos sempre o final, para admirarmos a arte e aplaudirmos o "Artista".
Um abraço,
