8 de setembro de 2010

Discordo do Paschoal Piragine Jr!

Recebi de muitos amigos no Twitter, Facebook e via e-mail um vídeo do pastor da Primeira Igreja Batista de Curitiba, Paschoal Piragine Jr.

Desde então, me senti compelido a expor a minha posição.

Pedindo desde já desculpas aos companheiros de quem ouso discordar, quero dizer que esse exercício de debate é salutar, se for encarado com maturidade.

Se vc não viu o vídeo, poderá ver aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=ILwU5GhY9MI&feature=youtu.be

Uma boa reação, que recomendo muito a leitura é encontrada aqui: http://www.crerepensar.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=192&Itemid=26

Se você ficou com preguiça de ler esse texto do “crerepensar”, com o qual concordo em gênero, número e grau, passo a dizer o seguinte:

Se a igreja acordasse para o seu compromisso de pregar a Palavra de Deus (Jesus) e testemunhar com sua vida, certamente não estaríamos nos preocupando tanto com o que diz esse vídeo.

Quando você não é gay, fica fácil defender leis que não sejam “iníquas” e achar que todas as leis devem espelhar o seu conceito de “moral e bons costumes”. Mas, e os gays, ficam sem direito a um direito de sucessões justo? Seus bens, com a morte, têm que ir para o Estado?

Como bem disse o José Barbosa Junior, “...a questão da união civil entre homossexuais não deve ser enxergada em pé de igualdade com a idéia de “casamento gay”. Particularmente, até entendo que lutar por esse direito para aqueles que são homossexuais parece muito mais com os ideais de JUSTIÇA do Reino, por mais “ofensivo” que possa parecer à nossa fé. É uma questão muito mais complexa e exige um debate demorado e honesto...”

A questão dos direitos civis estão dentro da “esfera de soberania” jurídica, que compete ao Estado regular com primazia (quem está lendo o blog, sabe do que estou falando)! A igreja não pode achar que as leis devem ser feitas apenas para os cristãos!

O argumento da “iniqüidade institucionalizada” é pobre por essa razão. O que é iniqüidade para você, não é necessariamente para todos os membros da sociedade.

Só porque o número de “protestantes” tem crescido e hoje, “ser crente” não gera mais perseguição, não quer dizer que o povo de Deus tenha que impor as suas “regras de fé e prática” de maneira literalmente legalista...expressa em lei!

Suscito apenas esse debate para que possamos aprofundar mais um pouco a conversa sobre o “nosso papel como igreja”!

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito poderia ser dito sobre os assuntos mas vou tentar me limitar aos casos mais explicitos:

É preciso relembrar os versos abaixo:

Isaias 58:
6Não. A espécie de jejum que eu pretendo é que parem de oprimir os que trabalham para vocês e que os tratem com justiça, dando-lhes o salário a que têm direito.

7Quero que partilhem a vossa comida com os que têm fome e que sejam hospitaleiros para com os que vivem desprotegidos, pobres, desemparados. Que dêem roupa aos que têm frio, e que não se escondam daqueles que, sendo até vossos familiares, precisam da vossa ajuda.

E agora podemos perguntar: Quem sao aqueles que tem fome? desprotegidos e desamparados?
Sera que de certa forma a comunidade Gay não se enquadra nesses parametros?


Miquéias 6:8 e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?

Acredito que seja hora para que a igreja deixe de ter como centro ela mesma e agir em fe. É importante que nossas ações caminhem juntamente com a nossas palavras e que a igreja levante a sua voz no que diz respeito a justica social.

É primordial que a salvação seja algo espiritual mas a mesma que inclua e traga transformação social.

Mas temos que ser cuidadosos quando usamos a palavra de Deus, especialmente se viermos a usá-la como oportunidade para trazermos nossas agendas e até mesmo a manipular o povo de Deus.

A igreja tem que agir com questões como a pedofilia, fome, aborto e divorcio... mas agir de forma cristã na maioria das vezes não significa trazer política aos púlpitos mas trazer a igreja as ruas. Certamente não envolve dizer a quem deve ou não votar - isso e manipulação - por mais que seja bem intencionada ou não.

O clamor de william wilberforce como cristão contra a escravaturas
e um bom exemplo a se refletir.

Fique na paz.

Anônimo disse...

Prezado Ivan:
Você laborou com extrema lucidez e harmonia a sua visão sobre o malfado vídeo do Pastor Paschoal Piragine. Concordo totalmente com cada palavra sua. Parabéns! Fraterno Abraço Roberta Fontes

marcondes disse...

porque nós os cristãos temos sempre que fazer a campanha do medo?o video coloca a questão dos direitos homosexuais lado a lado com pedofilia,dando a entender que o PT tambem aprova pedofilia,abuso etc.depois que O PT questionou o video e vai processar ai estão dizendo que estão sendo perseguidos, mas não procuramos? não são justos os motivos?